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Porto Alegre, segunda-feira, 31 de outubro de 2016. Atualizado às 08h18.

Jornal do Comércio

Política

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Eleições 2016

Notícia da edição impressa de 31/10/2016. Alterada em 30/10 às 23h55min

Pedro Simon questiona autoridade de Marchezan sobre base de apoio

Ex-senador acompanhou Melo e Fortunati em seção eleitoral

Ex-senador acompanhou Melo e Fortunati em seção eleitoral


FREDY VIEIRA/JC
Patrícia Comunello
Antes mesmo de conhecer o resultado e ainda confiando em virada de Sebastião Melo, o ex-senador Pedro Simon (PMDB) afirmou que Nelson Marchezan Júnior "é um homem responsável e de bem". Para o experiente político, com 63 anos de passagem por cargos eletivos, a dúvida é como o tucano vai lidar com os apoios que alavancaram sua candidatura. "O problema é saber se ele vai ter autoridade ou se vai ser desse grupo que apoia ele, que, cá entre nós, é um grupo radical de direita", definiu Simon, um dos poucos peemedebistas de renome que estiveram ao lado de Melo na votação.
O político chegou a comparar que Melo significava "a mudança, ética e anticorrupção" e "o outro (Marchezan) representava o outro". O ex-senador comentou que a questão a ser observada é a ascensão do governo, que terá a base de apoio formada pela coligação da chapa, com PP, PSDB, PMB e PTC, acrescida no segundo turno pelas siglas ligadas a Maurício Dziedricki (PSC, PR, SD, PRP e PTdoB) e PV. "Vai ter algum papel (esta base) na maneira de agir ou será por conta própria (Marchezan). Temos de torcer para que dê certo", concluiu.  
A aposta na virada, segundo Simon, estava alicerçada no poder do voto da esquerda, reduzindo a taxa de nulos, o que acabou não ocorrendo. "Quando era governador do Estado, entre Collor (Fernando Collor de Mello, atualmente no PTC) e Lula (Luiz Inácio Lula da Silva, PT) fui ao palanque com Lula no segundo turno, porque achava que era mais importante", recordou, sobre a disputa presidencial de 1989.
Uma preocupação do ex-governador é a confusão que para ele gera o fato de PMDB e PSDB estarem juntos no governo federal e em lados opostos na disputa municipal, seja das siglas como de seus apoios. "Falta consistência e seriedade. O eleitor acaba não entendendo nada." Boa parte da culpa é creditada por Simon à existência de quase 40 partidos, que promovem arranjos divergentes nas esferas federal, estadual e municipal. O ex-senador opinou que a crise política chegou ao auge e que é preciso limitar o número de partidos.
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