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Porto Alegre, quarta-feira, 05 de outubro de 2016. Atualizado às 12h18.

Jornal do Comércio

Política

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eleições 2016

Notícia da edição impressa de 05/10/2016. Alterada em 04/10 às 21h51min

Número de votos nulos para vereador cresce 79% em Porto Alegre

Carolina Hickmann
Se os votos brancos, nulos e as abstenções mostraram-se expressivos na eleição para prefeito em Porto Alegre, a falta de adesão do eleitorado a nomes para a Câmara Municipal foi ainda mais acentuada na Capital. Somente a soma dos brancos e nulos representou 14% do eleitorado no pleito deste domingo.
E os votos nulos praticamente dobraram em relação a 2012. Na eleição passada, 42.331 eleitores de Porto Alegre anularam o voto para vereador. Neste ano, foram 75.923, um crescimento de 79,3%.
No total, mais de 409 mil eleitores porto-alegrenses deixaram de escolher um vereador (seja não comparecendo à votação, seja marcando brancos ou nulos). Isso representa 37,2% do eleitorado da Capital. Na eleição para prefeito, essa proporção foi de 34,8%.
De acordo com o professor do departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Carlos Artur Gallo, essa diferença acontece porque o voto dado para a escolha do prefeito ou prefeita é mais palpável.
"A votação para o Executivo é sempre mais evidente para o eleitor, já que para vereador muitas vezes não se entende a distribuição das cadeiras", aponta.
Este distanciamento do eleitor também é reflexo da falta de entendimento das funções legislativas. Gallo lembra que é comum, especialmente em eleições municipais, candidatos proporem questões que não são de competência da esfera que eles podem vir a representar.
Outro ponto diz respeito à reforma eleitoral que entrou em vigor já nessa eleição. A medida acabou com a propaganda em bloco para os candidatos aos Legislativos e deixou a visibilidade dos vereadores menor.
Ao todo, candidatos à Câmara de Porto Alegre tinham 28 minutos em inserções divididas à critério dos partidos ou coligações, de acordo com o tempo que lhes foi disponibilizado pelas regras eleitorais. Além disso, o período da propaganda foi reduzido de 45 para 35 dias.
Gallo acredita que a medida é problemática. De acordo com o professor, uma parcela populacional significativa informa-se pela propaganda eleitoral gratuita. "Isso acaba exigindo um tempo maior de pesquisa do eleitor médio, de que ele não costuma dispor." O professor avalia que os segundos de inserção não atingem o eleitor tanto quanto o bloco.
Porto Alegre não foi a única Capital com elevada abstenção. O maior colegio eleitoral do País, São Paulo, também registrou 34,8% de eleitores que não escolheram candidato para o Executivo. No Legislativo, o índice foi de 39,6%.
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Comentários
Fabio Schubert 05/10/2016 11h58min
Candidato provêm de cândido que quer dizer sem mácula, limpo sem manchas. Cansados estamos das falsas promessas e da ingerência destes "candidatos" e gestores. A quantidade de partidos acredito que seja o maior problema e não o tempo de propaganda eleitoral, pois os candidatos não dizem nada e não apresentam um programa real e realizável...Há necessidade de uma grande mudança, deveríamos seguir o modelo de eleição dos Estados Unidos por exemplo, chegam somente 2 para concorrer ao cargo.