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Porto Alegre, terça-feira, 04 de outubro de 2016. Atualizado às 22h33.

Jornal do Comércio

Política

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Assembleia Legislativa

Notícia da edição impressa de 05/10/2016. Alterada em 04/10 às 20h43min

Governo tenta abafar CPI do Badesul, diz Bacci

Parlamentar pedetista (e) espera adesão das bancadas do PTB e do PP

Parlamentar pedetista (e) espera adesão das bancadas do PTB e do PP


MARCELO BERTANI/AGÊNCIA ALRS/JC
Marcus Meneghetti
Enquanto transcorria a sessão da Assembleia Legislativa ontem à tarde, o deputado estadual Ênio Bacci (PDT) ia de bancada em bancada, coletando assinaturas para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de irregularidades no Badesul. Depois de conseguir 14 das 19 assinaturas necessárias, Bacci - que também faz parte da base aliada - disse que o governo José Ivo Sartori (PMDB) tem pressionado os deputados governistas a não subscreverem o pedido de CPI. 
"Lamento o fato, não de o governo não querer assinar o requerimento, mas de estar pressionando alguns parlamentares a retirarem as assinaturas. É o momento de todo o Parlamento querer investigar. Inclusive espero que o próprio PMDB resolva, até semana que vem, fazer o que a sociedade deseja, que é investigar", criticou o pedetista.
O líder do governo no Legislativo, Gabriel Souza (PMDB), negou que o Executivo esteja pressionando os parlamentares. "O deputado Bacci começou a coletar as assinaturas sem o apoio do governo e da oposição. Se não conseguiu as assinaturas necessárias, não é culpa do governo", comentou.
Souza justificou a não adesão da base governista assim: "Acreditamos que instalar uma CPI antes das investigações das sindicâncias é equivocado. Por isso não assinamos. Além disso, é uma maneira de preservar a imagem do banco, porque o desgaste da CPI pode aniquilar o Badesul, que está quebrado".
"A imagem da Petrobras, por exemplo, só está melhorando depois de todas as investigações que aconteceram, porque está mostrando ao mundo que é transparente. O Badesul vai ficar mais forte depois da CPI. Pior é não investigar", retrucou Bacci.
Até agora, nenhuma bancada aderiu em bloco à CPI, nem mesmo o PDT, partido de Bacci. Além dele, só Marlon Santos subscreveu o pedido entre os pedetistas. "Até agora, tivemos a adesão dos partidos pequenos e de parlamentares esparsos, de várias bancadas. Temos alguns partidos que estão analisando e talvez assinem em bloco na semana que vem, como o PTB e o PP", avaliou Bacci.
O líder do governo disse ainda que o Palácio Piratini não tem interesse em abafar a CPI, afinal, "do ponto de vista político, seria positivo, pois quem iria para a forca seria o PT, visto que as irregularidades aconteceram durante a gestão do ex-governador Tarso Genro (PT, 2011-2014)".
O requerimento de Bacci circunscreve a investigação do Legislativo ao período em que Tarso esteve à frente do Piratini. Propõe a análise de três casos. "O da Wind Power, que recebeu R$ 50 milhões, dando como garantia um terreno na beira rio Jacuí; o da Iesa Óleo e Gás, que recebeu R$ 40 milhões, dando como garantia uma carta de fiança de um argentino; e o de uma fábrica de móveis do interior do Estado, que recebeu R$ 17 milhões, e deu como garantia um terreno em Capão da Canoa", elencou Bacci.
Alguns parlamentares da base governista ameaçam retirar as assinaturas. Outros, como o deputado Pedro Pereira (PSDB), garantiu que "o Executivo pode fazer quanta pressão quiser que não vou tirar minha assinatura".
 
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