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Porto Alegre, sexta-feira, 28 de outubro de 2016. Atualizado às 07h13.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 28/10/2016. Alterada em 28/10 às 08h13min

Desindustrialização prematura

Hernane Cauduro
A desindustrialização no Brasil é tema que a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) vem denunciando ao mesmo tempo em que atua junto aos agentes políticos buscando sensibilizá-los para a gravidade da situação e os reflexos nocivos deste processo, bem como propondo medidas para reverter este quadro, pois as mesmas dependem somente dos brasileiros.
Curiosamente, agora mesmo, acaba de ser veiculado na imprensa internacional artigo do respeitado e premiado professor da Universidade de Harvard (EUA) Dani Rodrik intitulado "Desindustrialização prematura", em português, com base em dados sobre o tema que incluem 42 países - cobrindo desde a década de 1940 até o começo dos anos 2010.
O autor defende a tese de que a desindustrialização verificada no Brasil e em outros países emergentes não tem a mesma natureza daquela que já foi vivida pelas economias avançadas.
Nelas, argumenta, a queda da participação da indústria no PIB (Produto Interno Bruto) e no emprego só ocorreu depois que a renda per capita da população atingiu um patamar elevado, fruto do aumento de produtividade gerado pela própria indústria.
A propósito, cabe referir que o Brasil está muito longe de atingir tal estágio: ainda hoje nossa renda per capita equivale a menos de um terço da dos Estados Unidos.
Portanto, é responsabilidade de todos cobrar ações profundas e imediatas dos governantes que permitam o desenvolvimento industrial do País, pois, caso contrário, estaremos condenando mais jovens e as futuras gerações a viverem em uma sociedade cada vez mais desigual por falta de oportunidades.
Vice-presidente da Abimaq-RS
 
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