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Porto Alegre, terça-feira, 04 de outubro de 2016. Atualizado às 22h28.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 05/10/2016. Alterada em 04/10 às 20h15min

Eleições: estamos aprendendo

Vinicius Escobar
Nesta última eleição, não foram apenas as regras que mudaram, mas os eleitores também. Uma das principais modificações na legislação foi quanto ao financiamento das campanhas, proibindo a doação empresarial. Consequentemente, assistimos o dinheiro perder seu papel de protagonista, porém sem perder sua importância.
A forma de fazer propaganda também foi modificada, aproximando candidatos de eleitores. O relacionamento, tanto pessoal como virtual, foi um fator muito mais decisivo.
Estamos aprendendo, e aprender é um processo tão complexo quanto ensinar. Segundo Paulo Freire, se não construirmos as condições para seu desenvolvimento, não ocorre. Não há mais espaço para aquela ideia onde o professor é mais importante que o aluno. Ambos são peças fundamentais nessa relação. É assim também na eleição: candidato e eleitor precisam entender que seus papéis são complementares e não existem se não juntos. Mesmo em momentos como esse, onde a política está tão desacreditada, não há solução fora dela.
Quanto mais afastados da discussão, mais longe das decisões estaremos - e ainda sim elas serão tomadas.
Com números expressivos de votos nulos e brancos, a eleição deixa várias lições, não só para os eleitos, mas para todos envolvidos. É preciso recuperar a credibilidade da política que foi destruída com ao longo dos anos.
Precisamos aprender, compreender que o modelo político que conhecemos está vencido, superado, e que a sociedade espera mais de nossas instituições representativas. "Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre." (Paulo Freire)
Presidente do Institudo de Estudos Políticos Ildo Meneghetti
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