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Porto Alegre, terça-feira, 18 de outubro de 2016. Atualizado às 21h56.

Jornal do Comércio

Internacional

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Iraque

Notícia da edição impressa de 19/10/2016. Alterada em 18/10 às 20h47min

EI perde terreno na batalha de Mossul

Ação conta com 25 mil soldados para libertar cidade de 1,5 milhão de habitantes

Ação conta com 25 mil soldados para libertar cidade de 1,5 milhão de habitantes


SAFIN HAMED/AFP/JC
Enquanto as tropas iraquianas e curdas consolidavam seu avanço no segundo dia da batalha para retomar Mossul das mãos de extremistas do Estado Islâmico (EI), a França anunciou ontem que sediará amanhã uma cúpula internacional para discutir o futuro daquela cidade no Iraque. Combatentes do Exército iraquiano e das forças peshmerga curdas disseram ontem que já tomaram das mãos do grupo aproximadamente 20 vilarejos ao redor de Mossul. Na segunda-feira, o EI respondeu à ofensiva com explosões e homens-bomba.
As tropas iraquianas, que avançam a sul sobre os arredores de Mossul, disseram ter postergado uma ofensiva programada para a manhã de ontem após pedido das forças curdas, que solicitaram tempo para consolidar suas conquistas a leste daquela cidade. O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Marc Ayrault, informou ontem que seu país organizará, em parceria com o governo iraquiano, um encontro em Paris entre ministros de várias nações para discutir como estabilizar Mossul, caso a operação de retomada da cidade tenha sucesso.
"Nós não podemos esperar. O que acontecerá depois de Mossul ser liberada do EI? Precisamos de uma administração que estabeleça estabilidade no longo prazo", afirmou Ayrault. "Para Raqqa (capital do EI na Síria), precisaremos de um método parecido com o de Mossul. Serão necessários tempo e vontade política", acrescentou. "Nós não podemos deixar que o EI se reconstitua ou ganhe força para criar um polo ainda mais perigoso. Ignorar Raqqa seria um erro sério."
A operação para a retomada de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, com 1,5 milhão de habitantes, e último bastião do EI no país, conta com 25 mil soldados e deve durar semanas. As Nações Unidas temem que a ofensiva gere uma enorme crise humanitária, forçando o deslocamento de milhares de iraquianos em pleno inverno.
 
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