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Porto Alegre, segunda-feira, 03 de outubro de 2016. Atualizado às 02h08.

Jornal do Comércio

Internacional

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Colômbia

Notícia da edição impressa de 03/10/2016. Alterada em 02/10 às 21h27min

Em plebiscito, colombianos dizem não a acordo de paz com as Farc

Derrota do acerto com a guerrilha foi derrota do presidente Santos

Derrota do acerto com a guerrilha foi derrota do presidente Santos


FEDERICO PARRA/AFP/JC
Quase 13 milhões de colombianos foram às urnas ontem para decidirem se ratificavam ou não o acordo de paz assinado entre o governo de Juan Manuel Santos e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Com 99,4% dos votos apurados, o "não" ao acordo venceu e, assim, o mais antigo conflito das américas segue ativo.
A apuração mostrava o "não" ao acordo com 6.408.350 votos, enquanto o "sim" estava com 6.346.055. Uma diferença impossível de ser revertida com o número de votos ainda a serre escrutinados.
Durante o dia foram proibidas todas as maneiras de propaganda e campanha pelo "sim" ou pelo "não" no plebiscito. Cerca de 200 observadores de 25 países supervisionaram a votação deste domingo. Os convidados internacionais também tiveram a responsabilidade de informar qualquer irregularidade.
Para o plebiscito ser aprovado, pelo menos 13% do colégio eleitoral precisava votar pelo "sim", ou seja, 4,5 milhões de pessoas. Obtendo-se isso, a briga seria para o "sim" ter mais votos que o "não", o que não aconteceu. O percentual havia sido proposto pelo governo, sob a justificativa de que a participação eleitoral no país costuma ser muito baixa já que o voto não é obrigatório, e foi ratificado pelo Congresso.
Com a vitória do "não, o presidente Santos já afirmou que os acordos fechados ao longo dos seis anos de negociação - sendo dois em segredo - estarão cancelados e o país volta a viver em conflito com as Farc, que, em 52 anos, deixou 220 mil mortos.
Na sexta-feira, entre lágrimas e abraços, membros das Farc apresentaram desculpas à população de La Chinita, um bairro pobre de Apartadó, no Noroeste da Colômbia, 22 anos após o massacre que deixou 35 mortos. O chefe negociador de paz das Farc, Iván Márquez, abraçou e tentou confortar alguns familiares de vítimas. "Viemos a La Chinita 22 anos após aquele triste 23 de janeiro, com o coração partido, para pedir perdão, com humildade, por toda a dor que causamos", disse Márquez em seu discurso.
Os guerrilheiros disseram, no sábado, que serão declarados às autoridades os recursos econômicos que financiaram o longo conflito contra o Estado. Segundo as Farc, os recursos serão aplicados em compensações às vítimas do conflito no âmbito do acordo de paz.
 
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