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Porto Alegre, terça-feira, 04 de outubro de 2016. Atualizado às 22h33.

Jornal do Comércio

Geral

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Infraestrutura

Notícia da edição impressa de 05/10/2016. Alterada em 04/10 às 21h24min

Trincheira da Ceará será entregue em novembro

Ainda falta a escavação de 30 metros na pista inferior e o acabamento

Ainda falta a escavação de 30 metros na pista inferior e o acabamento


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Isabella Sander
Quem passa pelo canteiro de obras da trincheira da avenida Ceará, em Porto Alegre, pode duvidar, mas a prefeitura garante que a construção será concluída até o final de novembro. Muito citada nos debates das eleições municipais, a obra foi iniciada em dezembro de 2012 e passou por diversos entraves durante sua execução. Atualmente, 89,2% do trabalho foi finalizado. Ainda falta a escavação de 30 metros na pista inferior e o acabamento.
Segundo o prefeito José Fortunati, o cronograma está sendo cumprido à risca e com muita segurança. "É uma obra muito complexa, a mais complexa entre as trincheiras. Estamos em um terreno arenoso, com o aeroporto nas proximidades, e o pessoal precisa trabalhar de madrugada", cita.
Fortunati se refere às dificuldades que a gestão enfrentou ao longo da execução do projeto. Devido à proximidade do Aeroporto Internacional Salgado Filho e à necessidade de usar uma máquina de 22 metros de altura, a Infraero estabeleceu que a escavação só poderia acontecer durante a noite. "Precisamos parar a obra e renegociar com o Tribunal de Contas do Estado (TCE) para que os trabalhos acontecessem da meia-noite às 6h. Isso obviamente tem outro custo, porque é uma atividade noturna, envolve iluminação, toda uma complexidade diferenciada", relata.
O segundo desafio foi a necessidade de mudança no modelo construtivo quando, ao começar a intervenção, os operários encontraram um solo de argila mole, arenoso. O projeto teve de ser alterado, e a estrutura implantada precisou ser mais forte e consolidada do que o previsto. Além disso, a proximidade da trincheira com o local por onde passa o trensurb teve que ser levada em conta, pois, quando o trem passava, havia trepidação na estrutura. "Todos esses pontos atrasaram e encareceram a obra. Os custos de um trabalho noturno são maiores, assim como as adaptações no projeto e a correção do índice inflacionário", observa o prefeito. Assim, o recurso destinado à trincheira passou de R$ 29,5 milhões para R$ 32 milhões.
Ao contrário da trincheira da rua Anita Garibaldi, por exemplo, que está sendo entregue aos poucos, essa obra será totalmente liberada. "Nessa construção, não adiantaria entregarmos somente uma parte, sem que toda a mobilidade da região estivesse pronta. É diferente da Anita, onde permitimos a abertura da trincheira sem as laterais, pois já desafogaria o trânsito. Aqui, é fundamental que concluamos tudo", explica Fortunati.
A trincheira da Ceará vai conectar a BR-116 com a Terceira Perimetral. Conforme o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, a avenida Farrapos, no cruzamento com a Ceará, era um ponto de retenção muito forte, com altos volumes de circulação de veículos. "A trincheira vai eliminar esse ponto de conflito de transposição de uma via para outra. Consequentemente, teremos fluidez e, principalmente, segurança para a circulação das pessoas, quando a obra for entregue", afirma. O benefício maior será no acesso à Terceira Perimetral, a grande via de transposição da entrada da Capital à conexão com a zona Sul.
Quando a trincheira for aberta, os desvios serão desativados. Hoje, a rua 18 de Novembro, por exemplo, apresenta dificuldades de absorver o grande volume de trânsito da região. A partir da liberação da passagem, os sistemas de sinalização serão reposicionados, e a Farrapos voltará a ser acesso à saída de Porto Alegre pela BR-116.
 
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