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Porto Alegre, quarta-feira, 12 de outubro de 2016. Atualizado às 00h22.

Jornal do Comércio

Esportes

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Eliminatórias da Copa

12/10/2016 - 00h23min. Alterada em 12/10 às 00h26min

Brasil derrota Venezuela por 2 a 0 e assume a liderança das Eliminatórias

Seleção abriu o placa com um gol de cobertura de Gabriel Jesus

Seleção abriu o placa com um gol de cobertura de Gabriel Jesus


JUAN BARRETO/AFP/JC
Após passar pelo purgatório no primeiro turno das Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo de 2018, na Rússia, quando chegou a estar fora da zona de classificação, a seleção brasileira retomou nesta terça-feira (11) o primeiro lugar na competição com uma vitória de 2 a 0 sobre a Venezuela, no estádio Metropolitano de Mérida, na Venezuela.
Ainda que contra o lanterna do torneio, a quarta vitória seguida sob o comando do técnico Tite, com futebol de toques rápidos, marcação eficiente e faíscas de individualidade, principalmente de Gabriel Jesus e Renato Augusto, consolida a recuperação da seleção, após uma série de insucessos desde a derrota para a Alemanha na semifinal da Copa de 2014.
O jogo foi interrompido aos 28 minutos do segundo tempo por uma queda de energia, mais uma evidência da grave crise que afeta a Venezuela, que provocou protestos da torcida contra o presidente Nicolás Maduro. Cerca de 20 minutos depois, no entanto, a luz retornou parcialmente. Na próxima rodada das Eliminatórias, o Brasil recebe a Argentina, no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, em 10 de novembro.
Já houve um tempo em que jogo contra a Venezuela pelas Eliminatórias era certeza de goleada. Nesta terça-feira, no entanto, diante de um gramado ruim, chuva e uma torcida empolgada, a seleção disputou um primeiro tempo equilibrado contra a equipe local. A diferença entre as duas equipes residiu na frieza - ou ausência de - de suas duas principais revelações: Gabriel Jesus e Peñaranda.
O atacante palmeirense, ao receber um presente do goleiro Dani Hernández, que soltou a bola a seus pés na entrada da área, teve toda calma do mundo para encobri-lo e calar as quase 40 mil pessoas que driblaram uma crise econômica gravíssima para torcer pela Venezuela no estádio. Peñaranda, por outro lado, teve duas chances - uma delas em bela arrancada pela esquerda, driblando defensores brasileiros com agilidade e habilidade. Na hora de finalizar, no entanto, lhe faltou a tranquilidade que sobrou para Gabriel Jesus.
O restante do primeiro tempo, apesar do bom toque de bola da equipe de Tite, rendeu chances mal aproveitadas em finalizações de Philippe Coutinho e Paulinho. Sem Neymar, coube ao jogador do Liverpool cair pela esquerda do ataque, apostando, às vezes demais, em jogadas individuais. William, na direita, apareceu várias vezes bem no ataque. Coube a ele, no começo do segundo tempo, ampliar o placar em jogada pela direita, aos 7 minutos. Gabriel Jesus ainda teve chance de fazer o terceiro, após boa jogada de Renato Augusto e Phillipe Coutinho, mas bateu mal.
Como disse Tite na véspera do jogo, algo estaria errado se o Brasil dependesse de Neymar - ainda mais contra a Venezuela. Taticamente, o posicionamento da equipe evolui gradativamente. As linhas de quatro, intercaladas pelo volante de proteção à zaga e o centroavante, são compactas e a equipe sai em bloco ao ataque.
O ponto negativo da atuação na seleção foi o lateral-direito Daniel Alves. O jogador da Juventus sofreu com os avanços de Peñaranda - o melhor jogador da Venezuela - em suas costas. No ataque, apareceu pouco, com apenas um cruzamento no primeiro tempo e outro no segundo.
Além de Peñaranda, o grande destaque da equipe da casa foi a torcida. Cantou, vaiou o Brasil e incentivou a equipe local o tempo todo. Antes do jogo começar cantou em três oportunidades "Vai cair, vai cair, esse governo vai cair". Aos 28 minutos do segundo tempo, quando acabou a luz no estádio, o grito voltou a ecoar no estádio, anunciado como "obra da revolução bolivariana", junto de um pedido: "Fora, Maduro".
No fim, para eles a derrota por 2 a 0 ficou de bom tamanho. Como se não bastasse a dureza da crise de escassez e hiperinflação, a equipe segue sem vencer nas Eliminatórias, com apenas dois pontos, na lanterna da tabela de classificação. Uma goleada como as de antigamente seria demais.
Venezuela 0 x 2 Brasil
Dani Hernández; Rosales, Wilker Ángel, José Velázquez e Feltscher; Tomás Rincón, Arles Flores (Herrera) e Juanpi (Guerra); Josef Martínez, Rondón e Peñaranda (Otero). Técnico: Rafael Dudamel
Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Miranda e Filipe Luís; Fernandinho, Paulinho e Renato Augusto; Willian (Taison), Gabriel Jesus e Philippe Coutinho (Giuliano).Técnico: Tite
Árbitro: Victor Carrillo (Fifa/Peru)

Chile bate Peru e Argentina cai em casa diante do Paraguai

Além de Venezuela e Brasil, outros dois jogos fecharam a 10ª rodada das eliminatórios sul-americanas na noite desta terça-feira (13).
O Chile derrotou o Peru por 2 a 1, no estádio Nacional, em Santiago. Os chilenos seguem em sétimo lugar, com 14 pontos, mas agora mais perto da zona de classificação ao Mundial.
Já a Argentina foi surpreendida nesta terça-feira e caiu diante do Paraguai mesmo atuando em casa, em Córdoba. Em péssimo dia de seu estrelado ataque, com direito a desperdício de pênalti de Agüero, os argentinos deixaram o campo vaiados pela torcida após a queda por 1 a 0, com o gol solitário de Derlis González no primeiro tempo.
O resultado manteve a Argentina na quinta colocação, com 16 pontos, que lhe daria vaga na repescagem para o Mundial. O Paraguai, por sua vez, entrou de novo na briga para garantir o passaporte à Rússia, subindo para sexto, com 15 pontos.
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