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HOSPITAIS

- Publicada em 14h07min, 10/10/2016. Atualizada em 16h10min, 15/10/2020.

Moinhos de Vento: Novo espaço dará mais conforto e segurança aos pacientes

 Foto da médica Cláudia Astigarraga do Hospital Moinhos de Vento     na foto: Cláudia Astigarraga

Foto da médica Cláudia Astigarraga do Hospital Moinhos de Vento na foto: Cláudia Astigarraga


JONATHAN HECKLER/JC
Os pacientes que sofrem de cânceres hematológicos têm baixa imunidade e precisam estar protegidos de bactérias e fungos causadores de infecções. Por isso, a preocupação em proporcionar um ambiente seguro e acolhedor aos pacientes se traduz na qualidade das instalações do Centro de Terapia Hematológica do Hospital Moinhos de Vento. E, a partir de 2017, a instituição dará mais um salto de qualidade com a construção de um novo prédio na rua Dr. Vale, com capacidade de mais 100 leitos. A nova área do Centro de Terapia Hematológica contará com um sistema específico de filtragem de ar que faz 12 trocas por minuto de todo o volume de ar da área, proporcionando redução do risco de transmissão das infecções hospitalares. O projeto foi pensado para dar mais conforto e segurança a todos os pacientes hematológicos, em especial aos submetidos ao transplante de medula alogênico aparentado, quando o doador é alguém compatível na família.
Os pacientes que sofrem de cânceres hematológicos têm baixa imunidade e precisam estar protegidos de bactérias e fungos causadores de infecções. Por isso, a preocupação em proporcionar um ambiente seguro e acolhedor aos pacientes se traduz na qualidade das instalações do Centro de Terapia Hematológica do Hospital Moinhos de Vento. E, a partir de 2017, a instituição dará mais um salto de qualidade com a construção de um novo prédio na rua Dr. Vale, com capacidade de mais 100 leitos. A nova área do Centro de Terapia Hematológica contará com um sistema específico de filtragem de ar que faz 12 trocas por minuto de todo o volume de ar da área, proporcionando redução do risco de transmissão das infecções hospitalares. O projeto foi pensado para dar mais conforto e segurança a todos os pacientes hematológicos, em especial aos submetidos ao transplante de medula alogênico aparentado, quando o doador é alguém compatível na família.
Segundo a médica hematologista Claudia Caceres Astigarraga, coordenadora do Centro, esses pacientes têm maior risco de complicações por necessitarem internação prolongada, geralmente entre 45 a 60 dias. Para evitar contaminações, eles não podem sair do quarto. Visitas de familiares, sessões de psicoterapia e fisioterapia, por exemplo, são feitos nesse ambiente. Toda área em construção do Centro de Terapia Hematológica foi projetado para aumentar a segurança dos pacientes. "Será um grande ganho para pacientes e seus familiares, pois poderão circular, conviver com outras pessoas, participar de grupos de atividades e fazer a fisioterapia no corredor", afirma a hematologista. Atualmente, a unidade conta com 20 leitos, sendo dois com capacidade de atender os transplantados que precisam de um maior isolamento.
O hospital também espera receber do Ministério da Saúde o credenciamento para o transplante de medula óssea alogênico não aparentado, quando as células progenitoras vêm de um doador desconhecido selecionado por exames de compatibilidade, como o HLA (antígeno de histocompatibilidade leucocitária). Claudia explica que, geralmente, uma instituição de saúde é credenciada primeiro a fazer o transplante autólogo - em que as células progenitoras são do próprio paciente -, o alogênico aparentado e por último o não aparentado, cada um de uma vez. "Como o Hospital Moinhos de Vento tem uma ótima estrutura e profissionais muito qualificados, recebeu a autorização para realizar os dois processos de uma vez só. Agora, estamos na expectativa da liberação para o não aparentado, que deve ocorrer junto com o início do funcionamento da nova unidade", diz a médica.

Unidade já fez 20 transplantes

O Centro de Terapia Hematológica do Hospital Moinhos de Vento entrou em funcionamento em 2014 e iniciou a realização de transplantes de medula em julho de 2015. Desde então, 20 transplantes já foram realizados, e dezenas de pacientes receberam terapias hematológicas específicas para doenças como leucemia, linfoma e mieloma múltiplo.
Foram dois anos de planejamento, treinamento das equipes e preparação de uma área física adequada às necessidades imunológicas desses pacientes. "O paciente ingressa no atendimento, e todas as terapias que ele precisa fazer, incluindo o transplante, são realizadas com a mesma equipe e no mesmo local. Este é um dos nossos diferenciais", destaca a coordenadora da unidade.
Enfermeiros, técnicos em enfermagem, nutricionistas e fisioterapeutas são treinados para atuar em conjunto, tanto com os transplantados, que necessitam de cuidados ainda mais intensivos, quanto com os que estão passando por outros tratamentos, como quimioterapia, radioterapia e imunoterapia.
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