Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 31 de outubro de 2016. Atualizado às 09h38.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Aviação

31/10/2016 - 10h42min. Alterada em 31/10 às 10h42min

Prejuízo da Embraer cai 71% e atinge R$ 111,4 milhões no 3º trimestre

A fabricante de aeronaves acumula no ano um resultado líquido negativo de R$ 62,9 milhões

A fabricante de aeronaves acumula no ano um resultado líquido negativo de R$ 62,9 milhões


RENATO ARAÚJO/ABR/JC
A Embraer encerrou o terceiro trimestre de 2016 com prejuízo líquido atribuído aos acionistas de R$ 111,4 milhões, 71% menor que o prejuízo de R$ 387,7 milhões apurado no mesmo período do ano passado. Com isso, a fabricante de aeronaves acumula no ano um resultado líquido negativo de R$ 62,9 milhões.
Já no critério ajustado, excluindo o imposto de renda e a contribuição social diferidos no período, a Embraer contabilizou lucro líquido de R$ 255,9 milhões entre julho e setembro de 2016, o que corresponde a uma leve alta de 0,3% em relação aos R$ 255,1 milhões reportados no mesmo intervalo do ano passado. Nesse critério, a Embraer registra lucro de R$ 406 milhões no acumulado dos primeiros nove meses do ano.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) totalizou R$ 204,3 milhões no terceiro trimestre de 2016, uma queda de 64,2% ante os R$ 570,3 milhões registrados um ano antes. A margem Ebitda caiu para 4,2%, frente aos 12,5% anotados no terceiro trimestre de 2015. Entre janeiro e setembro de 2016, o indicador soma R$ 695 milhões, com margem Ebitda de 4,7%.
Já o Ebitda ajustado atingiu R$ 606,7 milhões, 6,38% acima dos R$ 570,3 milhões anotados no terceiro trimestre de 2015. A margem Ebitda ajustada entre julho e setembro de 2016 foi de 12,3% ante margem de 12,5% há um ano. Nos nove primeiros meses, o Ebitda ajustado soma R$ 1,782 bilhão, com margem Ebitda ajustada de 12,1%.
O resultado operacional (Ebit) do terceiro trimestre desse ano ficou negativo em R$ 96,4 milhões, ante os R$ 307,3 milhões positivos do terceiro trimestre do ano passado. A margem Ebit recuou para -2%, frente os 6,7% positivos verificados há um ano. No ano, o Ebit está negativo em R$ 203,7 milhões, com margem de -1,4%.
O Ebit ajustado, por sua vez, ficou positivo em 306 milhões no trimestre, uma ligeira queda de 0,4% em relação aos R$ 307,3 milhões do mesmo intervalo de 2015 - a margem Ebit ajustada ficou em 6,2%, ante 6,7% há um ano. No acumulado dos nove primeiros meses de 2016, o Ebit ajustado soma R$ 883,6 milhões, com margem de 6%.
As receitas líquidas cresceram 7,34% entre julho e setembro de 2016, para R$ 4,913 bilhões, somando R$ 14,733 bilhões em nove meses.
A Embraer registrou no terceiro trimestre deste ano uma geração de caixa líquido com atividades operacionais, líquido de investimentos financeiros e ganhos ou perdas não realizadas, de R$ 702,9 milhões. No mesmo intervalo do ano passado, o caixa líquido gerado pelas atividades operacionais foi de R$ 128,4 milhões.
Entre julho e setembro, as adições líquidas ao imobilizado, que incluem pool de peças de reposição, aeronaves usadas em leasing ou disponíveis para leasing e os investimentos em capex, somaram R$ 404,8 milhões, um aumento de 54,15% ante os R$ 262,6 milhões verificados há um ano.
Já as adições ao intangível totalizaram R$ 422,1 milhões no terceiro trimestre, uma alta de 6,94% na comparação com os R$ 394,7 milhões do mesmo intervalo de 2015.
Desta maneira, o uso de caixa livre registrado no trimestre pela Embraer chegou a R$ 124 milhões, uma redução de 76,56% em relação ao uso de caixa verificado entre julho e setembro do ano passado, de R$ 528,9 milhões.
No acumulado de 2016, o uso livre de caixa chega a R$ 2,599 bilhões, quase o dobro dos R$ 1,307 bilhão usados no mesmo intervalo do ano passado. Segundo a Embraer, o aumento se deve aos maiores investimentos em capex e desenvolvimento em 2016.
O segmento de aviação comercial da Embraer, tradicionalmente o de maior peso na composição das receitas da companhia, respondeu por 61,2% da receita líquida da fabricante de aeronaves no terceiro trimestre deste ano, com R$ 3,006 bilhões, o que corresponde a uma alta de 24,9% na comparação com igual etapa do ano anterior.
A representatividade do segmento em relação à receita líquida da companhia aumentou na comparação com o mesmo período de 2015, quando a Aviação Comercial era responsável por 52,6% das receitas. No entanto, houve uma redução ante o segundo trimestre de 2016, quando a divisão respondia por 62,8%.
No terceiro trimestre de 2016, a Embraer entregou 29 aeronaves comerciais, sendo 24 do tipo E175, quatro do modelo E190 e uma E195. Entre julho e setembro do ano passado, foram entregues 21 aeronaves comerciais, sendo 20 do tipo E175, e uma E195. No acumulado de 2016, a Embraer entregou 76 aviões comerciais - 64 do tipo E175, oito do modelo E190 e quatro E195.
Em relação ao segmento comercial, a companhia destaca que o principal destaque foi a estreia internacional do primeiro protótipo do jato E190-E2, no Farnborough Airshow, no Reino Unido.
O segmento de Aviação Executiva, por sua vez, teve queda de 19,57% da receita entre o terceiro trimestre do ano passado e o mesmo período deste ano, para R$ 1,191 bilhão, o que correspondeu a 24,2% da receita líquida total da Embraer. Conforme a companhia, a queda reflete o menor número de entregas nesse trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior.
Entre julho e setembro de 2016, a Embraer entregou 25 aeronaves comerciais, sendo 13 jatos leves e 12 jatos grandes - no mesmo intervalo de 2015, foram 30 aeronaves, sendo 21 leves e nove grandes. No acumulado do ano, a Aviação Executiva entregou 74 aeronaves, sendo 48 leves e 26 grandes.
Já o segmento de Defesa & Segurança respondeu por 14,2% das receitas da Embraer no trimestre, ante 14,1% há um ano e 15,4% no segundo trimestre de 2016. A divisão obteve receita de R$ 699,2 milhões entre julho e setembro deste ano, 8,59% a mais que os R$ 643,9 milhões de igual etapa do ano passado.
A companhia destacou que, no trimestre, foi finalizada a entrega do primeiro lote de 20 aeronaves para o Programa de Apoio Aéreo Leve (LAS, em inglês), da Força Aérea dos Estados Unidos. A Embraer também ressalta que foi iniciada a montagem da primeira de seis aeronaves adquiridas pelo Líbano, em contrato assinado em novembro de 2015.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia