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Porto Alegre, segunda-feira, 31 de outubro de 2016. Atualizado às 12h53.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura

31/10/2016 - 09h48min. Alterada em 31/10 às 13h57min

Mercado piora previsão e eleva queda do PIB para 3,3% em 2016

Mercado aponta manutenção de condições desfavoráveis da indústria, com queda de 6%

Mercado aponta manutenção de condições desfavoráveis da indústria, com queda de 6%


MARCOS NAGELSTEIN/JC
O Relatório de Mercado Focus desta semana voltou a trazer mudanças, para pior, nas projeções de atividade no País. Pelo documento, as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) este ano passaram de retração de 3,22% para queda de 3,3%. Há um mês, a perspectiva era de recuo de 3,14%.
As projeções de inflação pouco alteraram. A mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial de inflação, este ano passou de 6,89% para 6,88%. Há um mês, estava em 7,23%. Já o índice para o ano que vem permaneceu em 5%. Há quatro semanas, apontava 5,07%.
A Selic no fim de 2016 permaneceu em 13,50% ao ano, segundo o Focus. Na prática, se confirmado, isso significará um corte maior - de meio ponto porcentual - que o promovido pelo BC em 19 de setembro (de 0,25 ponto porcentual). Há um mês, os economistas esperavam que a Selic terminasse 2016 em 13,75%.
Para o câmbio, o mercado indicou que a cotação da moeda estará em R$ 3,20 no fim de 2016, mesmo patamar de uma semana antes. Há um mês, estava em R$ 3,25. O câmbio médio de 2016 seguiu em R$ 3,43, ante R$ 3,44 de um mês antes. Para o fim de 2017, a mediana para o câmbio seguiu em R$ 3,40 de uma divulgação para a outra, igual ao patamar de um mês antes. Já o câmbio médio de 2017 passou de R$ 3,34 para R$ 3,33 - estava em R$ 3,36 um mês atrás.

Cai projeção de PIB para 2017

Há duas semanas, o BC informou que seu Índice de Atividade (IBC-Br) recuou 0,91% em agosto ante julho. O indicador também atingiu o menor nível desde dezembro de 2009, num claro sinal de dificuldades para a retomada da atividade no Brasil. Na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), os diretores do BC confirmaram, ao abordar a questão do crescimento, que "os indicadores de agosto situaram-se abaixo do esperado", mas ponderaram que oscilações tendem a ocorrer em momentos de estabilização da economia.
Para 2017, o Focus mostra que a percepção também piorou levemente. O mercado prevê para o País um crescimento de 1,21% no próximo ano, abaixo do 1,23% projetado uma semana e um mês antes. O BC trabalha com uma retração de 3,3% para o PIB em 2016 e com uma alta de 1,3% para 2017.
A estimativa de produção industrial segue indicando um cenário difícil. A queda prevista para este ano permaneceu em 6,00%. Para 2017, a projeção de alta da produção industrial seguiu em 1,11%. Há um mês, as expectativas para a produção industrial estavam em recuo de 5,96% para 2016 e alta de 1,10% para 2017.
A relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para este ano passou de 44,9% para 45,00% no Focus. Há um mês, estava em 44,90%. Para 2017, as expectativas no boletim Focus foram de 49,70% para 49,80%, ante projeção apontada um mês atrás de 49,5%.

Corte de juros dependem de recuo da inflação

Na ata, que justificou a decisão do Copom de reduzir a Selic de 14,25% para 14% ao ano, o colegiado do BC afirmou que cortes maiores dependerão da retomada da desinflação de serviços e de avanços no ajuste fiscal. A inflação de alimentos, que em documentos anteriores era citada pelo BC, deixou de ser um dos principais problemas para o afrouxamento monetário. A instituição também confirmou na ata suas projeções para a inflação nos próximos anos, pelo cenário de referência: 7,0% em 2016, 4,3% em 2017 e 3,9% em 2018.
As instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas de TOP 5, apontaram mediana das projeções para este ano em 6,89%. Para 2017, seguiu em 5,03%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de, respectivamente, 7,30% e 5,50%.
Para o fim de 2017, a projeção da Selic passou de 11% para 10,75% ao ano, ante 11,00% ao ano de um mês atrás. Na ata da semana passada, o colegiado do BC afirmou que cortes maiores da Selic dependerão da retomada da desinflação de serviços e de avanços no ajuste fiscal.
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