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Porto Alegre, quarta-feira, 26 de outubro de 2016. Atualizado às 14h53.

Jornal do Comércio

Economia

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Bancos

Alterada em 26/10 às 15h57min

Santander vê recuperação gradual da atividade econômica no Brasil

O Brasil já passou pelo ponto de inflexão e a atividade da economia brasileira deverá apresentar uma recuperação gradual, disse o diretor vice-presidente executivo e de Relações com Investidores do Santander Brasil, Angel Santodomingo Martell. "Já vemos evidências. O cenário político está estabilizado e o Congresso mostra inclinação para a aprovação de reformas necessárias", disse, em teleconferência com analistas, para comentar os resultados do terceiro trimestre do ano.
Para Santodomingo, alguns indicadores, segundo ele, já mostram melhora, mas na sua percepção a retomada deveria ser impulsionada por investimentos em infraestrutura.
O executivo citou ainda que o Brasil apresentou um resultado muito relevante no desempenho global do banco espanhol, representando uma fatia de 20% do grupo.
Para Santodomingo, nos próximos anos, diante de um movimento de melhora da atividade econômica no Brasil, os spreads bancários devem ser pressionados, mas esse movimento deverá ser compensado com maiores volumes, o que também ocorre na esteira da recuperação economia. "Concordo que daqui para frente, de um a dois anos, devemos ter uma pressão maior nos spreads", disse.
Segundo ele, o Santander quer conceder empréstimos e "está aberto para mais negócios". "Enxergamos o ciclo econômico e com a economia passando agora para um território mais positivo, os volumes devem ser retomados". Em pessoas físicas o aumento dos empréstimos deve começar em consignado e no imobiliário. Além desses, Santodomingo citou crédito a veículos. "Houve uma queda acentuada nos últimos dois anos e em algum momento deve haver recuperação", afirmou.
Em relação ao crédito para as grandes empresas o banco deve observar cada setor em separado, mas no momento há um olhar para o setor de manufaturas, alimentos e agrícola. "Estamos vendo uma tendência positiva se perpetuando para frente", disse.
Na avaliação do diretor, a GetNet é um caso de sucesso, com um market share atualmente de 9%. "Vemos ainda um aumento de até 15% do market share", disse.
No terceiro trimestre, o Santander, por meio da sua controlada GetNet, capturou em suas máquinas de cartões (POS, na sigla em inglês) R$ 27,769 bilhões, aumento de 34,2% em relação ao mesmo período do ano passado, de R$ 20,688 bilhões. A quantidade de transações no período foi a 337,9 milhões, 19,4% a mais que um ano antes, quando o número ficou em 283,1 milhões.
O Santander, por meio da GetNet, ultrapassou participação de 9% no terceiro trimestre e deve "rapidamente" chegar nos dois dígitos, de acordo com o presidente do banco, Sérgio Rial. A instituição ganhou ainda, conforme ele, participação no mercado de cartões, que aumentou em 92 pontos base, e sua fatia se aproxima dos 14%.
"Ganhamos mercado em vários segmentos como cartões e adquirência. Fizemos ofertas assertivas. O banco teve um excelente terceiro trimestre, com um lucro 30% acima das estimativas do mercado", destacou Rial, em entrevista coletiva à imprensa, nesta quarta-feira
Segundo ele, isso mostra, por um lado, que o banco tem superado as expectativas e, por outro, a oportunidade de melhorar a comunicação com o mercado. "É o resultado de trabalho, e simplificação comercial", afirmou.
Rial disse que o terceiro trimestre foi um dos melhores na história do banco, mas ressaltou que ainda "há muito o que se fazer pela frente". Destacou, contudo, a necessidade de consistência dos resultados do banco.
Sobre o cenário econômico no Brasil, Rial disse que o País já passou um ponto inflexão e que agora segue rumo a um cenário melhor. Acrescentou ainda a sinalização da queda da inflação e um ambiente de juros "muito mais benigno".
O Santander Brasil reportou lucro líquido gerencial, que não exclui o ágio do Real, de R$ 1,884 bilhão no terceiro trimestre de 2016, cifra 10,30% maior que a registrada no mesmo intervalo do ano passado, de R$ 1,708 bilhão. A carteira de crédito ampliada do Santander Brasil foi a R$ 310,965 bilhões ao final de setembro, saldo 0,8% superior em relação ao registrado no término de junho, de R$ 308,377 bilhões. Em um ano, quando estava em R$ 331,922 bilhões, foi identificado declínio de 6,3%.
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