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Porto Alegre, terça-feira, 18 de outubro de 2016. Atualizado às 21h46.

Jornal do Comércio

Economia

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Consumo

Notícia da edição impressa de 19/10/2016. Alterada em 18/10 às 20h47min

Vendas no varejo encolhem 0,6% de julho para agosto

Atividade móveis e eletrodomésticos contribuiu com o índice negativo

Atividade móveis e eletrodomésticos contribuiu com o índice negativo


GUSTAVO MAGNUSSON/AE/JC
As vendas do varejo encolheram 0,6% na passagem de julho para agosto, segundo dados divulgados ontem pelo IBGE. Já em relação a agosto do ano passado, o volume de vendas recuou 5,5%, 17ª taxa negativa seguida nesse tipo de comparação. O setor acumula um tombo de 6,6% nos oito primeiros meses deste ano. Em 12 meses, a queda é de 6,7%.
Em um ambiente de taxa de juros alta e inflação em patamares elevados, o setor apresenta um comportamento irregular no ano. Até agosto, foram cinco meses de queda das vendas e três de alta na base mensal. Já a receita nominal avançou 0,5% em agosto na comparação com julho. Frente a agosto de 2015, a receita avançou bem mais: 6,6%. No ano, o indicador acumula alta de 5,1%. Em 12 meses, a elevação é de 4,1%.
O comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, e material de construção, registrou resultado mais fraco em agosto. Frente a julho, houve queda de 2% no volume de vendas e de 1,2% na receita nominal. Na comparação com agosto de 2015, o tombo foi de 7,7% nas vendas, enquanto a receita nominal cresceu 1,2%. No ano, as vendas caíram 9,3% e, nos últimos 12 meses, 10,2%. A receita nominal também caiu nessas duas comparações: 0,6% e 1,9%, respectivamente.
Frente a julho, os resultados negativos afetaram seis das oito atividades pesquisadas: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-5%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-2,8%); móveis e eletrodomésticos (-2,1%); livros, jornais, revistas e papelaria (-2,1%); combustíveis e lubrificantes (-2%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,2%).
Já o setor de maior peso no varejo, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, registrou um crescimento de 0,8% em agosto, compensando a queda de 0,7% de julho. Tecidos, vestuário e calçados não variou na comparação com o mês anterior.
"Com a piora no mercado de trabalho, junto com juros elevados, inibe-se o consumo e a demanda. Nessa conjuntura econômica você posterga a compra de itens que não são essenciais como eletrodomésticos, cama mesa e banho e até combustível. Aí, sobram mais recursos para gastar em bens mais básicos", explica a economista do IBGE Isabella Nunes, referindo-se à alta de hipermercados. "Ainda assim, o que as famílias gastam agora é menos do que elas gastavam no ano passado."

Inflação de setembrocede em Caxias do Sul

Roberto Hunoff, de Caxias do Sul
O Índice de Preços ao Consumidor de Caxias do Sul registrou, em setembro, a menor alta nos últimos 12 meses. Medido pelo Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais (Ipes) da Universidade de Caxias do Sul, o indicador fechou em 0,13%. Assim, a alta acumulada em 12 meses é de 10,17% e, no ano, de 7,54%. A desaceleração dos preços havia se evidenciado em agosto, com alta de 0,27%, contrastando com as anteriores, sempre acima de 0,50%, e chegando a 1,85% em janeiro, a maior do período anualizado.
O estudo da Universidade de Caxias do Sul contempla 320 itens divididos em sete grupos. O vestuário, com 0,28%, teve a maior elevação mensal, seguido por alimentação com 0,18%. Os dois também são os que têm os principais aumentos: no ano, 2,53% e 1,68%, e em 12 meses, 3,39% e 2,23%, respectivamente. A alimentação, no entanto, teve contribuição negativa de 0,18% na composição do indicador em função de variações negativas em 10 de seus 13 itens. A queda mais expressiva, de 8,03%, ocorreu nos preços do leite e derivados. Aumentos apenas na alimentação fora de casa, alimentos básicos de origem vegetal e bebidas.
Outro estudo do Ipes, que mede o custo da cesta básica, reforça a desaceleração nos preços dos alimentos. Depois de 11 altas consecutivas, setembro registrou deflação de 1,07%, reduzindo a R$ 824,87 o custo da cesta básica, composta por 47 itens dentre alimentos e produtos de higiene pessoal e doméstica, gás de cozinha e cigarros. Os preços dos alimentos tiveram variação negativa de 1,31% e os dos não alimentares, alta de 0,13%. A maior queda mensal, de 28%, foi verificada no preço da alface. Já a massa capeletti teve alta de 14%. No acumulado de 12 meses, a cesta básica aumentou 13,45%, equivalente a R$ 97,77 em valores absolutos.
De acordo com os responsáveis pela pesquisa, a queda era esperada em função do início da primavera e do aumento da oferta de alimentos, como a do leite. Também avaliam que a aprovação da PEC 241, que limita os gastos do governo, deverá assegurar a continuidade da desaceleração dos índices da inflação.

Percentual de cheques devolvidos cai para 2,00% em setembro, diz Boa Vista

O percentual de cheques devolvidos sobre o total movimentado caiu para 2,00% em setembro, de 2,13% em agosto, segundo pesquisa da Boa Vista SCPC. Em setembro do ano passado, essa proporção havia sido de 2,17%. No acumulado de 2016, no entanto, o percentual ficou em 2,28%, registrando o pior resultado da série histórica, iniciada em 2006.
Em número absolutos, foram movimentados 49,003 milhões de cheques em setembro, com 48,023 milhões compensados e 980,640 mil devolvidos (sendo 30,8% de pessoas físicas e 69,2% de jurídicas). No caso dos cheques devolvidos, houve queda de 11,00% em relação a agosto.
O indicador da Boa Vista SCPC mostra a proporção de cheques devolvidos (segunda devolução por insuficiência de fundos) sobre o total de cheques movimentados, que é o total de cheques compensados somados aos devolvidos.
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