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Porto Alegre, quinta-feira, 13 de outubro de 2016. Atualizado às 00h07.

Jornal do Comércio

Economia

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Infraestrutura

Notícia da edição impressa de 13/10/2016. Alterada em 12/10 às 22h52min

Plano para destravar as obras inacabadas empaca

Levantamento indicou pouco mais de 1.500 investimento até R$ 10 mi

Levantamento indicou pouco mais de 1.500 investimento até R$ 10 mi


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Negociado às vésperas da votação do impeachment para atrair apoio de senadores e prefeitos, o plano do presidente Michel Temer de destravar obras inacabadas ainda não saiu do papel. O governo não definiu quais serão os projetos e a comissão do Senado responsável para analisá-los sequer foi instalada.
O anúncio da retomada das obras foi feito em julho, quando Temer recebeu o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e uma comitiva de senadores que, em maioria, se declaravam "indecisos" no processo de impeachment. Essa era uma pauta antiga do senador. O acordo entre Renan e Temer foi uma sinalização de aproximação entre os dois peemedebistas. No início do processo de impeachment, Renan ainda estava mais próximo da então presidente Dilma Rousseff.
No fim de julho, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, confirmou um levantamento inicial de pouco mais de 1.500 obras inacabadas de até R$ 10 milhões e se comprometeu em entregar uma lista de obras prioritárias em 20 dias. Mais de dois meses depois, a lista ainda está em "elaboração" e sem previsão para ser finalizada.
A comissão do Senado que analisaria os projetos também nem foi instalada. A instalação vai ficar para depois do segundo turno das eleições municipais devido à ausência dos senadores, que estão em campanha em suas bases eleitorais.
No Planejamento, técnicos alegam que a demora na produção da lista se deve à dificuldade de identificar qual o problema que paralisou cada obra. Construções que sofrem embargos judiciais, por exemplo, não devem ser retomadas. A prioridade é por obras pequenas, como creches, quadras esportivas e praças. Apesar dos atrasos, o governo insiste que a retomada das obras é prioritária. Dyogo Oliveira estima custo remanescente de R$ 1,9 bilhão.
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