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Porto Alegre, segunda-feira, 10 de outubro de 2016. Atualizado às 23h07.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado de Capitais

Notícia da edição impressa de 11/10/2016. Alterada em 10/10 às 20h59min

Otimismo sobre PEC influenciou investidores

MARCELLO CASAL JR/ABR/JC
O dólar intensificou a queda frente ao real nos últimos minutos da sessão desta segunda-feira, antecipando um possível resultado favorável à PEC do Teto de Gastos no plenário da Câmara dos Deputados. No mercado à vista, o dólar fechou em baixa pelo segundo dia consecutivo, com queda de 0,51%, aos R$ 3,2003. De acordo com dados da clearing da BM&F Bovespa, o volume de negócios na sessão somou US$ 146,734 milhões. No segmento futuro, o contrato para novembro perdeu 0,57%, aos R$ 3,2225, com giro de US$ 8,623 bilhões.
Ao longo do dia, prevaleceu a expectativa de que a medida que limita gastos do governo será aprovada com folga na Câmara, o que, se concretizado, deve indicar a capacidade do governo em articular-se em torno do ajuste fiscal. No entanto, os agentes financeiros preferiram esperar até o final do pregão para ajustar suas carteiras a essa perspectiva, de modo a evitar qualquer surpresa negativa no fronte político.
A tramitação da PEC 241 no Congresso foi o principal catalisador do mercado num dia de baixo volume de negócios - por causa de feriado nos EUA - e agenda econômica esvaziada no Brasil e no exterior, o que pode ter acentuado as variações no câmbio. Lá fora, contribuíram para a queda do dólar os avanços dos contratos futuros de petróleo, apoiados pelos comentários otimistas de autoridades da Rússia, Venezuela e Arábia Saudita sobre a possibilidade de um congelamento da produção da matéria-prima.
Na disputa presidencial dos Estados Unidos, a avaliação de derrota do candidato republicano, Donald Trump, em debate contra a democrata Hillary Clinton também alimentou o apetite por ativos de risco. Maior evidência disso foi a queda de cerca de 2% do dólar frente ao peso mexicano.
A Bovespa emplacou, nesta segunda-feira, sua quarta alta consecutiva e renovou o pico do ano, aos 61.668 pontos - ganho de 0,92%. A alta consistente dos preços das commodities favoreceu ações específicas - como Vale e Petrobras -, enquanto o maior entusiasmo com cenário doméstico beneficiou o mercado de maneira geral. Apesar do feriado nos Estados Unidos, as bolsas locais funcionaram normalmente e, em alta, também foram influência positiva para os negócios no Brasil.
O principal evento da tarde foi a sessão de discussão em primeiro turno da proposta da PEC dos Gastos. No que diz respeito ao cenário interno, também pesa positivamente sobre a bolsa a expectativa de queda de juros no Brasil, já na próxima reunião do Copom, na semana que vem. Esse sentimento ganhou mais força na última semana, quando o IPCA teve uma importante desaceleração, para 0,08% em setembro. Um possível afrouxamento monetário no Brasil reduz a atratividade da renda fixa, o que poderia, em tese, aumentar o apetite dos investidores pela renda variável.
No cenário internacional, o principal fator a alimentar o apetite dos investidores foram as altas de 2,6% do minério de ferro no mercado chinês e os ganhos de mais de 2% do petróleo nas bolsas de Nova Iorque e Londres. A alta do petróleo foi favorecida pela expectativa de acordo de limitação de produção entre países produtores da commodity, defendido por Rússia, Arábia Saudita e Venezuela. Como resultado, as ações da Petrobras tiveram ganhos de 3,19% (ON) e 3,08% (PN). Vale ON e PNA foram ainda mais longe, com ganhos de 5,83% e 5,99%, respectivamente, liderando as altas do Ibovespa.
Na contramão do mercado, Vivo Telefônica PN caiu 6,92% - maior perda do índice - após a notícia da troca de presidentes na empresa. Amos Genish sai da empresa, a pedido seu, a partir de 1 de janeiro, sendo substituído por Eduardo Navarro, atual diretor comercial da companhia.
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