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Porto Alegre, domingo, 16 de outubro de 2016. Atualizado às 21h51.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 17/10/2016. Alterada em 16/10 às 19h46min

Mudança de nome

Apesar de prever que perderia muito nas eleições municipais, o PT não tinha noção do tamanho do baque. Depois do pleito, petistas avaliam que o desgaste foi tão grande que é melhor mudar o PT. Foi cogitado desde outro nome até o fim do partido. O partido, que lançou menos candidatos para se preservar, viu os poucos lançados amargarem. A legenda perdeu 374 cidades e hoje amarga o 10º lugar entre as siglas com mais prefeituras. "Foi, inegavelmente, uma derrota muito grande", disse um parlamentar petista. O partido, que outrora fora o mais poderoso do Brasil, busca saídas para a crise. Uma delas é o fim da legenda. Deputados petistas se reuniram com o presidente do partido, Rui Falcão, para discutir resoluções para o cenário atual. Entre elas, a mudança do nome, fusão com outros partidos de esquerda e o fim do PT. A avaliação é que o desgaste foi grande demais para se continuar a usar o nome "Partido dos Trabalhadores". Isso significaria a refundação proposta por Tarso Genro ainda em 2007, no auge do mensalão. "Seria como voltar às raízes, mas com a experiência dos erros", disse outro petista. Mas há obstáculos. O mais óbvio é o desejo das outras legendas de esquerda na fusão. Os outros têm que querer. O desejo de uma frente de esquerda é antigo, mas é impedido pela falta de consenso crônica no campo progressista. Durante as eleições, esse racha institucional foi mais óbvio. Candidatos de diferentes partidos de esquerda, com propostas parecidas, competindo pela mesma vaga.
Rapidez na tramitação
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que institui o teto de gastos para os próximos 20 anos teve recepção morna no Senado após ser aprovada na Câmara. Mas, mesmo assim, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), prometeu que a PEC será votada até o dia 30 de dezembro. Para isso, ele irá conversar com o presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senador José Maranhão (PMDB-PB), para que o relator escolhido possa abreviar os prazos da tramitação.
Não resolve o problema
Ao chegar no Senado, a PEC já teve que enfrentar o questionamento de economistas. "As emissões líquidas, que são nova dívida, foram muito menores que o pagamento de juros sobre a dívida anterior. A PEC em nada soluciona esse problema", disse a economista Laura Carvalho, professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (USP).
Conhecendo a dívida
O senador Alvaro Dias (PV-PR) apresentou requerimento para que o Tribunal de Contas da União (TCU) faça uma auditoria na dívida pública. Ele alega que a sociedade e o Congresso precisam conhecer os detalhes e o histórico dessa dívida, que hoje é de quase R$ 4 trilhões. "São questões essenciais. Primeiramente temos de conhecer a dívida, os nossos credores, os prazos estabelecidos, as taxas de juros, os detalhes da dívida para depois discutirmos então alternativas", disse.
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