Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 04 de outubro de 2016. Atualizado às 21h43.

Jornal do Comércio

Panorama

COMENTAR | CORRIGIR

MÚSICA

Notícia da edição impressa de 05/10/2016. Alterada em 04/10 às 17h33min

Paulo Ricardo se apresenta no Opinião nesta quinta-feira

Paulo Ricardo se apresenta no Opinião na quinta-feira

Paulo Ricardo se apresenta no Opinião na quinta-feira


ANGELO PASTORELLO /DIVULGAÇÃO/JC
Ricardo Gruner
Novo álbum (2016) é o primeiro disco de Paulo Ricardo desde Elektra (2011), lançado com a banda RPM. De lá para cá, o cantor e compositor foi pai três vezes - condição que alimenta parte de um registro que o próprio artista considera o mais eclético desde seu primeiro trabalho solo, de 1989. "De certa forma, me permiti percorrer o começo de minha história com a música", explica o carioca, que leva Novo show ao Opinião (José do Patrocínio, 834) na quinta-feira.
Sem deixar de lado o pop rock, o registro inclui elementos de gêneros como o R&B (em Sexy), gospel (Vida nova) e música eletrônica (Juntos, produzida pelo DJ Ftampa). Isabela, por exemplo, é um folk que leva o nome de uma das filhas. "O momento que você está vivendo é matéria-prima do trabalho do compositor", comenta ele. "Então tem essa canção mais light, com influência celta e viola caipira e feita para a Isabela, que estava dormindo na minha cama e me despertou uma emoção muito grande."
Outro filho, Luis Eduardo, é o garotinho que ilustra a capa do disco - um simbolismo para destacar uma nova versão de Paulo Ricardo, que vem à capital gaúcha com os seis músicos que formam a Nova Banda. Este conceito vem da faixa de trabalho do disco, Novo single, cujos versos incluem frases como "Mais barato, mais em conta, mais sofisticado, esse é o modelo mais moderno do mercado".
O vocalista da RPM quase cursou Publicidade na juventude e se diz desde sempre fascinado por aspectos da comercialização. "Me interessa esse trinômio arte, comércio e tecnologia... Mas o refrão da música enfatiza o que continua sendo importante: honestidade, coração, sinceridade", ressalta. "Acho belo ver de que modo o homem e a máquina se relacionam nesse labirinto. Daqui a alguns anos vamos ter pouca semelhança com o mundo como ele é hoje, e a música já vem vivendo isso."
Apesar de ansioso para mostrar as novidades ao vivo, o compositor também está ciente de que o público normalmente deseja matar a saudade dos clássicos. O repertório, então, é dosado: cerca de cinco canções que aparecem no registro de 2016 e um recorte formado por canções de outras fases da carreira, incluindo sucessos com o grupo com o qual ficou famoso.
O RPM segue em atividade - inclusive há shows marcados para 2016 -, mas com liberdade para seus integrantes se dedicarem a outros projetos. "Eu faço esse show com banda grande no Opinião e, no dia seguinte, volto para São Paulo. Vou estrear uma outra apresentação, mais enxuta, com um trio, só percussão, violão e teclado", afirma o músico, exemplificando os compromissos em sua agenda.
Segundo ele, espetáculos com o RPM devem continuar até o começo de 2017. Depois, a tendência é dar uma parada. "Estamos com seis músicas inéditas prontas, mas sem pressa. Não adianta fazer um disco por fazer. Temos que estar felizes quando nos encontramos e voltados para o grupo", aponta ele, citando que Fernando Deluqui, Paulo Pagni e Luiz Schiavon também vêm se dedicando a outras incursões.
Nos últimos dois anos, Paulo Ricardo ainda participou do programa Superstar como um dos jurados. Conforme ele, a experiência o surpreendeu muito - principalmente porque, com o tempo, o artista foi deixando de frequentar os espaços onde as bandas novas se apresentam. "Fiquei mais otimista com o futuro próximo do rock no Brasil. Tem uma cena que já é consistente, mas precisamos fomentá-la", afirma o veterano, que possui planos para trabalhar com algumas das bandas que passou a conhecer. "No dia 3 de dezembro vai acontecer um show em referência aos 10 anos da revista Rolling Stone. Convidei Scalene, Plutão já foi planeta, Bellamore e Playmobille e pretendo fazer outros eventos nesse sentido", encerra.
A apresentação acontece a partir das 22h, com abertura da casa uma hora e meia antes do início do espetáculo. Ingressos antecipados são comercializados nas lojas Youcom ou no site www.minhaentrada.com.br - o valor dos tíquetes vai de R$ 60,00 a R$ 230,00.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia