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Porto Alegre, quinta-feira, 29 de setembro de 2016. Atualizado às 14h23.

Jornal do Comércio

Política

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eleições 2016

Notícia da edição impressa de 28/09/2016. Alterada em 29/09 às 14h23min

Eduardo Bochi quer estimular a sustentabilidade

Eduardo Bochi incentivou Chiodo a recorrer de decisão do Partido Verde

Eduardo Bochi incentivou Chiodo a recorrer de decisão do Partido Verde


MARCO QUINTANA/JC
Bruna Suptitz
O advogado Eduardo Bochi de Sales (PV), candidato a vice-prefeito de Marcelo Chiodo, do mesmo partido, ingressou na disputa há apenas três semanas do pleito. Inicialmente concorrendo a uma vaga na Câmara de Vereadores, abriu mão da disputa quando a chapa majoritária precisou escolher um novo nome para vice após indeferimento do candidato anterior, João Quadros.
Recuperando o impasse enfrentado com as executivas estadual e municipal do PV, na tentativa de retirar a candidatura de Chiodo, aprovada em convenção, Bochi conta que orientou o colega a procurar a Justiça ao considerar a atitude "manifestamente ilegal". "Começamos a questionar algumas coisas dentro do próprio partido", conta.
Essa é a postura que quer trazer para sua atuação no meio político. "A vida pública tem um lado de altruísmo, de querer fazer alguma coisa em prol da comunidade", defende. "Parece que falta um pouco de vontade política de pessoas que queiram fazer as coisas, porque, entra governo e sai governo, e não se consegue notar uma diferença muito grande, um comprometimento no trato com a coisa pública", critica.
Bochi nasceu em Porto Alegre em 13 de janeiro de 1971 e, ainda criança, se mudou com a família para a cidade de Santiago. Formou-se em Direito pela Universidade da Região da Campanha (Urcamp), de Bagé, em 1996. Recém-formado, retornou a Porto Alegre e atuou na área até 2000, ano que assumiu uma vaga de concurso como escrivão da Polícia Civil. Ocupou o cargo até 2007, quando decidiu voltar para a advocacia.
Nesta área, Bochi atua especialmente com ações contra o Estado do Rio Grande do Sul. "O Executivo precisa tratar com mais seriedade as questões políticas e honrar seus compromissos", critica, ao falar das causas em que defende o funcionalismo público, seja em ações individuais ou através de sindicatos e associações.
O candidato é estreante como político na família, "inclusive com força contrária", brinca. "As pessoas querem acreditar na mudança, são bem-intencionadas, mas vi muita gente boa abandonar a política, porque entra e pega sistema muito rançoso", avalia.
Filiado ao Partido Verde há cinco anos, Bochi já concorreu a vereador em 2012 e a deputado estadual em 2014, tendo conquistado poucos votos nas duas disputas, que classificou como modestas. Atualmente, é secretário de assuntos jurídicos da executiva municipal do PV.
Para uma possibilidade de gestão ao lado de Chiodo, acredita que o fato de ser advogado pode facilitar sua atuação, por entender as competências legais que cabem ao município, Estado e União.

O que fará como vice-prefeito

"A competência do vice na constituição e na lei orgânica do município é muito tímida, é mais do que substituir o prefeito em caso de impedimento", avalia Eduardo Bochi. "Mas, no caso do projeto da candidatura própria a prefeito pelo PV com o (Marcello) Chiodo, a proposta é ajudar em tudo que for possível", complementa.
O advogado que acompanha a chapa majoritária tem muitas propostas que dialogam com o ideal de sustentabilidade do partido. Uma delas é incentivar a coleta domiciliar de água da chuva. "Vai ser difícil explicar para os teus filhos e netos que você usava a água potável para tudo na sua casa", pondera.
A ideia é que as pessoas instalem o sistema de calha que possa coletar água para ser usada na descarga sanitária, lavar louça e roupa e tomar banho. Para estimular a prática, a prefeitura avaliaria uma maneira de compensar com incentivos fiscais. "A água potável seria somente para consumo", informa.
Também na linha da preservação dos recursos naturais, outra proposta apresentada pelo vice é de conscientizar a população para a instalação de placas para captação de energia solar. Para isso, ele defende que as pessoas não pensem somente na questão financeira de quanto poderiam economizar na conta de luz.
"A sustentabilidade não está muito ligada ao lucro. Está ligada a deixar para teus filhos e netos um mundo melhor", avalia. Bochi compara a questão com os alimentos orgânicos, que costumam ser mais caros que aqueles que receberam interferência de agrotóxicos. "Alguém daria para o filho um alimento envenenado? Então não se trata de lucro, mas de qualidade de vida", defende.
Pela experiência que teve no serviço público, Bochi acredita que pode dialogar sobre segurança pública com as áreas competentes: Polícia Civil, Brigada Militar e Guarda Municipal. Mesmo sabendo que este tema é da alçada do governo estadual, apresenta ações que podem ser tratadas pela prefeitura. Uma proposta seria que a Guarda Municipal passasse por treinamento para atuar de maneira ostensiva em locais públicos, como praças e parques.
 
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