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Porto Alegre, quinta-feira, 29 de setembro de 2016. Atualizado às 13h48.

Jornal do Comércio

Política

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eleições 2016

Notícia da edição impressa de 28/09/2016. Alterada em 29/09 às 13h52min

Candidatos pretendem ampliar as vagas em albergues e abrigos

Censo de 2011 apontou 1,3 pessoas em situação de rua na cidade

Censo de 2011 apontou 1,3 pessoas em situação de rua na cidade


GILMAR LUÍS/JC
Carolina Hickmann
A situação da população de rua, que soma 1.347 pessoas que vivem ao relento na cidade de Porto Alegre segundo o Censo 2011 - do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - será um desafio para o próximo chefe do Executivo da Capital, que terá de lidar com o aumento dos chamados "condomínios de rua" pela cidade.
O Cadastro Único (CAD) da Capital, que agrupa as famílias de baixa renda a serem incluídas em programas sociais, numera cerca de 1,6 mil pessoas sem moradia.
Atualmente, a prefeitura de Porto Alegre dispõe de serviço de atendimento Social de Rua, que aborda e convida para a rede de atendimento a população de rua.
Também conta com a Casa de Convivência, espaço diurno que atende de 30 a 40 pessoas. O albergue e os abrigos municipais têm 298 vagas no verão e 348 no inverno. Pela rede conveniada, são 440 vagas.
A maior reclamação da população de rua é a falta de possibilidade de armazenar pertences e animais de estimação nestes locais. Veja abaixo as propostas sobre o tema dos candidatos à prefeitura da Capital, que passam pelo aumento de vagas disponíveis em albergues e abrigos, e a inclusão por meio do estímulo ao emprego.
Veja a seguir as propostas dos candidatos.
  • Luciana Genro (PSOL): Fará a revisão de critérios de permanência em abrigos, para torná-los mais condizentes com a realidade da população de rua. Para isso, as melhorias incluiriam locais para guardar pertences pessoais, canil para animais de estimação e abordagem diferenciada à questão da saúde mental. A Escola Porto Alegre, o Centro Pop e o restaurante popular ampliariam seus trabalhos.
  • Fábio Ostermann (PSL): Sua candidatura defende a ampliação de parcerias com organizações sociais para o provimento de abrigos e albergues. Assim, estes seriam conveniados. Tem um projeto para retirar recursos de outras áreas e trazê-los para a assistência social. Também promete ampliar os programas de redução de danos, tratando as drogas como um problema de saúde e não como um problema de polícia.
  • João Carlos Rodrigues (PMN): Seu plano de governo aponta a criação de um Centro de Reintegração Social, com profissionais da área da Saúde e do Direito. O objetivo seria atender a pessoas em situação de rua com riscos epidemiológicos, problema de saúde mental e dependência química até que estes recebessem “alta de reintegração à sociedade quando estivessem preparados para tal, porém, através de um laudo médico”.
  • Maurício Dziedricki (PTB): O candidato propõe o fortalecimento do atendimento à população em situação de rua em seu programa de governo. As propostas passam por implantar o serviço Consultório na Rua, vinculado a profissionais redutores de danos que atendem as pessoas em situação de rua, reordenar a rede de albergagem, fomentar a multidisciplinaridade nas ações de abordagem social e na rede de abrigos.
  • Marcello Chiodo (PV): Seu programa cita a população de rua apenas na área de Segurança. “Estabelecer o monitoramento eletrônico dos principais parques e praças da cidade, de modo a desestimular a proliferação de moradores de rua nas imediações.” Porém, afirma que reservaria 10% das vagas de empresas terceirizadas do município à população de rua. Defende que o tratamento a dependentes químicos deve ser provido por hospitais estaduais.
  • Julio Flores (PSTU): Pretende tirar a população de rua da vulnerabilidade com a criação do Imposto de Responsabilidade Social, sobretaxando grandes empresas e fortunas. Também pretende ampliar o número de restaurantes populares e os concursos para as áreas de Assistência Social e Saúde. Quer também criar um projeto de obras públicas com a finalidade de dar oportunidades de emprego e moradias populares.
  • Raul Pont (PT): Promete construir uma rede de proteção de direitos, transformar os abrigos em locais de proteção a crianças e adolescentes, ampliar e regionalizar centros de convivência para idosos e centros de população de rua, com fortalecimento das equipes de abordagem. Quer criar espaços públicos alternativos para acolhimento dos moradores e moradoras de rua e seus pertences.
  • Nelson Marchezan Júnior (PSDB): Defende a necessidade de um mapeamento para que haja a instalação de diferentes atendimentos para diferentes casos de pessoas nesta situação, o que levaria em consideração o seu tempo na rua e saúde mental. Também aposta na união em torno da causa da população de rua, deixando de lado questões partidárias, como uma chance de trazer dignidade a este segmento.
  • Sebastião Melo (PMDB): Cita dois projetos sobre a temática que estão em prática. O primeiro busca acolher crianças que ficam em sinaleiras, e o Somos Porto Alegre visa a tirar carroceiros das ruas. Afirma que seguirá o mesmo caminho com pessoas em situação de rua. Ele promete aumentar a rede social, o número de albergues e abrigos. Aqueles que tiverem condições de trabalho terão oportunidades na prefeitura, afirma.
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Comentários
anderson felten 28/09/2016 11h08min
Bom dia!!nTudo são argumentos muito bonitos,mas até hoje nunca ví nenhuma gestão publica tratar a causa raiz desse problema.O que realmente leva essas pessoas para rua.Qual foi o meio que levou a isso.É dessa maneira que devemos encarar o problema.nPrecisamos começar a ver isso como um gasto para a máquina pública,assim nenhum investimento será justificado se a metodologia não. mudar.Isso só vai aumentar com o tempo,não resolvendo o problema e cada vez mais saindo dinheiro do contribuinte.