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Porto Alegre, quinta-feira, 29 de setembro de 2016. Atualizado às 22h28.

Jornal do Comércio

Opinião

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Editorial

Notícia da edição impressa de 30/09/2016. Alterada em 29/09 às 20h49min

Eleições para aprimorar a nossa democracia

Nada melhor do que eleições para aprimorarmos a democracia. O pleito de 2016 para prefeito e vereadores nas 27 unidades da Federação levará às urnas 144 milhões de eleitores, em 436 mil sessões eleitorais, mas nota-se uma certa indiferença do público nas eleições municipais. Alguns chegando a propor o voto em branco ou nulo, como forma de protesto contra os descalabros em órgãos oficiais. No entanto, a melhor forma de protesto em uma democracia continua sendo votar nos candidatos que se julga serem os melhores ou que reúnam condições de confiança em um futuro de bom trabalho nas prefeituras e Câmaras de Vereadores. Em princípio, Porto Alegre tem bons nomes em todos os partidos, tanto para prefeito quanto para vereadores.
Mas, com as novas e rígidas normas para o pleito, sem financiamento de pessoas jurídicas, menor tempo nos rádios e TVs, as campanhas ficaram reduzidas.
Não se pode esquecer que é nas cidades que a vida acontece, de fato. Nascemos, somos criados, estudamos, trabalhamos, constituímos família e, geralmente, é na cidade em que acabaremos a vida terrena. Então, é importante que ela seja bem-administrada, com gestões profícuas, responsáveis, com a participação cidadã que começa justamente pela votação, como vai ocorrer neste domingo. Em Porto Alegre, serão 1,098 milhão eleitores, para uma população de 1,5 milhão de habitantes, em números redondos.
Em cerca de 700 cidades, os eleitores terão à disposição o novo sistema que vem sendo adotado gradativamente pela Justiça Eleitoral: o voto biométrico. Neste ponto, sem qualquer ufanismo ou patriotada, estamos bem à frente. No entanto, como em tudo na vida, ficarão lições para o futuro democrático. Tanto as coletivas quanto as individuais e, mais ainda, aquelas que os partidos deverão aprender, discutir e tratar de repensar os modelos que estão adotando. Acusações contra adversários políticos não seduzem os eleitores. Mas, sim, propostas, planejamento, continuidade de obras e muita economia do dinheiro público. Há partidos que perdem um pouco do charme exatamente quando assumem o poder, quando deveria ocorrer o contrário.
Quanto ao desleixo com as pesquisas, elas, como as cartas, não têm mentido. Não aquelas de institutos que fazem um trabalho sério e com levantamentos nas mais diferentes regiões das cidades. Repetimos, em todos os partidos, há bons nomes concorrendo às prefeituras e às Câmaras Municipais. É só pensar, analisar e votar. Generalizar com frases como "todos os políticos são corruptos" é um engano, que, em vez de melhorar, poderá piorar o ambiente. Votar e cobrar depois daqueles que escolhemos é o caminho e, na democracia, não há outro melhor.
Porto Alegre tem um histórico de nomes respeitáveis como prefeitos, lembrando Otávio Rocha, Alberto Bins, José Montaury e José Loureiro da Silva, citando apenas alguns. Como vereador, Aloisio Filho foi um paradigma por anos.
Ao prefeito eleito, bem como aos futuros vereadores, caberá uma grande responsabilidade. Escolher um secretariado coeso, com um vice-prefeito coordenador, um planejamento de metas e Porto Alegre e outros municípios do Rio Grande do Sul só poderão progredir. Aos que perderem, que não venha a desilusão com a política. Não houve desonra, pelo contrário. O Palácio dos Açores e a Câmara de Vereadores serão o reflexo das pessoas que elegermos, um corte vertical das virtudes e defeitos dos porto-alegrenses. O meio mais eficaz para os derrotados continuarem na vida partidária será a busca pelo aperfeiçoamento, mais justos e virtuosos do que até então.
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