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Porto Alegre, quinta-feira, 29 de setembro de 2016. Atualizado às 22h28.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 30/09/2016. Alterada em 29/09 às 20h10min

Uma árdua tarefa

Manoel Luiz Silva dos Santos
Desde agora, já estou torcendo pelo êxito da caravana, composta por políticos e empresários, com a liderança do governador Sartori, que vai atravessar o Atlântico, em outubro, com a missão de trazer investimentos para o Estado. Por outro lado, por já termos labutado nessa árdua empreita, por longo tempo, posso, de antemão, vislumbrar um cenário que aponta que não será uma tarefa fácil. Conforme todos sabemos, o Brasil e, pior ainda, o Estado se arrastam numa longa recessão, sem perspectivas reais que indiquem sinais de retomada do crescimento a curto e médio prazos. Há, ainda, queiramos ou não, um presidente que ainda está em fase de desconfiança, por expressiva parcela da população, que entende que o seu mandato é ilegítimo, por não ter passado pelo crivo direto do eleitorado brasileiro.
Persiste no contexto a demora no envio ao Congresso Nacional das tão aguardadas reformas econômica e trabalhista, consideradas essenciais para a desoneração de custos empresariais, e que, uma vez implementadas, poderiam contribuir para impulsionar a economia brasileira. Isso tudo se aplica ao governo gaúcho que, não se sabe o motivo, ainda reluta em fazer o seu "dever de casa", pois as tímidas medidas adotadas por ele até agora não passam de meros paliativos. Insuficientes.
A realidade dos países mais ricos da Europa vem sendo drasticamente afetada, em razão da verdadeira avalanche migratória de populações refugiadas, oriundas de países em conflitos internos e guerras, em seus territórios, e que precisam conseguir trabalho para terem as mínimas condições de sobrevivência. Diante da grave realidade, os governos desses estão fazendo tudo, não medindo esforços com o objetivo de reter e até atrair empresas e suas expansões em seus territórios. Portanto, não se surpreendam os viajantes se, ao pedirem investimentos europeus para o RS, se deparem com outra realidade, totalmente antagônica, bem possível de ocorrer, isto é, os europeus tentando convencer os empresários daqui a fazerem seus investimentos lá!
Ex-coordenador da atração de investimentos para o Estado
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