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Porto Alegre, quinta-feira, 29 de setembro de 2016. Atualizado às 00h43.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 29/09/2016. Alterada em 28/09 às 19h00min

Uma caçada histórica

João Gomes Mariante
O termo cassação sugere uma equivalência à prática cinegética, na qual a presa mais ladina e astuta está representada pelo graxaim (cachorro do mato), animal consideravelmente esperto e manhoso.
A cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) configurou uma caçada com a ação de mais de 500 atiradores para abater o exemplar que, mesmo baleado, continuou frustrando os caçadores. A respeito, o político Sinval Saldanha, caçador de graxains, relata um fato que descreve o abate de um exemplar da espécie citada: quando atingido numa das pernas, já deitado e de olhos cerrados, escapa e mimetiza-se com o mato rasteiro, antes do tiro misericordioso. Ele sabe como poucos exercer a chantagem: como transformar o falso em legítimo, como enquadrar o arrivismo em condição aceitável.
Eduardo Cunha conseguiu dar uma outra conotação à subserviência, e transfigurar seu sobrenome em um outro neologismo "Graxacunha". Como todo psicopata, transferia a culpa ao mundo externo, sempre arregimentando e convencendo os crédulos e ingênuos.
Durante 11 meses, tal como ocorreu com o graxaim de Sinval Saldanha, escapou do tiro final.
Jornalista e psicanalista
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