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Porto Alegre, terça-feira, 13 de setembro de 2016. Atualizado às 22h29.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 14/09/2016. Alterada em 13/09 às 21h43min

Intervenções cambiais

Caio Megale e Julia Gottlieb
A discussão sobre regimes cambiais é intensa na literatura econômica. Por ser um preço muito importante na economia, é grande o apelo por um regime de câmbio fixo, que traga previsibilidade a empresas e consumidores. A maioria dos países emergentes migrou para regimes flutuantes, mas permitindo intervenções da autoridade monetária para reduzir a volatilidade. Quando os fundamentos mudam, a taxa de câmbio se ajusta, mas a autoridade intervém para suavizar a trajetória, minimizando solavancos.
O Brasil adotou o regime flutuante em 1999. Desde então, o Banco Central (BC) vem atuando no mercado em diversas oportunidades. Este tema voltou a ganhar força com a recente apreciação do real em resposta ao cenário externo favorável e à expectativa de ajustes fiscais. Podemos dividir os instrumentos de intervenção cambial à disposição do governo e do Banco Central em 3 grandes grupos: (i) intervenções no mercado à vista; (ii) intervenções via derivativos; e (iii) controles cambiais.
O BC, depois de um tempo fora do mercado, retomou os leilões diários para reduzir sua posição de derivativos cambiais. O Brasil vem passando por importantes transformações, em meio a um cenário externo relativamente estável e bastante líquido. Neste ambiente, é possível que a pressão para apreciação cambial se intensifique. O BC provavelmente não tentará interferir na trajetória, respeitando o regime flutuante, mas pode intensificar a atuação para suavizar o movimento. Neste caso, acreditamos mais em intervenções via derivativos (podendo se tornar ativo em câmbio futuro) ou compra de reservas, dependendo da natureza do fluxo, ao invés de medidas de controle, que introduzem mais distorções na economia.
Outra alternativa, talvez mais adequada à conjuntura de recessão econômica e desinflação, é acelerar a redução da taxa de juros, diminuindo a atratividade relativa dos ativos brasileiros de renda fixa, mas isso só quando as perspectivas para a inflação, que dependem de vários outros fatores, permitirem.
Economistas do Itaú Unibanco
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