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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de setembro de 2016. Atualizado às 23h20.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 09/09/2016. Alterada em 08/09 às 21h51min

Suicídio: epidemia silenciosa no Estado

Giovani Cherini
O suicídio tem que ser enfrentado com coragem. Precisamos quebrar o paradigma de que falar sobre esta "epidemia" pode aumentá-la. É por essa razão que a Frente Parlamentar de Práticas Integrativas em Saúde do Congresso Nacional aderiu a Campanha "Setembro Amarelo", que tem objetivo direto de alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo, destacando suas formas de prevenção. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, estima-se que o número de mortes por suicídio ao ano irá dobrar até 2020, o que representa 1,5 milhões de pessoas e 2,4% de todas as mortes no mundo. No Brasil, por exemplo, o suicídio, entre pessoas de 15 a 29 anos, aumentou 20% nas últimas duas décadas. Segundo o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde, todos os dias, pelo menos 32 brasileiros tiram a sua própria vida, resultado da falta de prevenção. Sabe-se que uma tentativa de suicídio aumenta em 50% a chance de uma segunda investida. Noventa por cento dos casos de suicídio estão atrelados a algum problema de saúde mental, como depressão, transtornos de personalidade, alcoolismo, abuso de drogas, bipolaridade ou esquizofrenia, entre outros.
Estudo da Unicamp detectou que, no Brasil, 17 em cada 100 pessoas pensam em se matar. Isso porque a maioria dos suicidas tem um transtorno como depressão. Entre 1980 e 2010, segundo dados oficiais, 195.607 pessoas se suicidaram no Brasil. O equivalente a três bombas atômicas como a de Hiroshima. Infelizmente, o Rio Grande do Sul lidera o ranking nacional de suicidas. Em 17 anos, foram 19.295 pessoas mortas. É como se a população inteira de quatro municípios, como Selbach, Liberato Salzano, Picada Café e Rondinha, desaparecessem. Estas cidades têm, em média, 5 mil habitantes. O RS ainda tem 11 das 20 cidades brasileiras que mais tiveram casos. O suicídio ocupa a 3ª colocação entre as mortes violentas no RS, ficando atrás dos homicídios e dos acidentes de trânsito. Precisamos conscientizar a população da importância de tratar e enfrentar as questões que envolvem o tema.
Deputado federal (PR)
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