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Porto Alegre, quinta-feira, 22 de setembro de 2016. Atualizado às 14h23.

Jornal do Comércio

Internacional

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Venezuela

Alterada em 22/09 às 14h24min

Oposição da Venezuela decide se continua a tentar referendo para afastar Maduro

Após ficar com pouca possibilidade de realizar neste ano o referendo revogatório do mandato do presidente Nicolás Maduro, a oposição venezuelana definirá nesta quinta-feira se segue adiante com a consulta ou se apela para outras vias constitucionais.
Secretário-executivo da Mesa da Unidade Democrática, que agrupo 30 partidos e organizações, Jesús Torrealba disse que a oposição espera apresentar as ações que serão tomadas após o Conselho Nacional Eleitoral impor fortes limitações à coleta de assinaturas necessárias para a realização do voto popular. Torrealba disse que é necessário agir para tirar a Venezuela "da atual situação de ter um governo violador da Constituição".
Ao ser interrogado sobre a possibilidade de convocar uma Assembleia Constituinte, o dirigente afirmou que "isso é parte do debate que temos e é parte dos anúncios que serão feitos nas próximas horas".
Torrealba descartou que a decisão do Conselho Nacional Eleitoral, que tem diretores ligados ao governismo, represente uma derrota para o plano da oposição de revogar neste ano o mandato de Maduro. Segundo ele, ao impor obstáculos à votação o governo tomou uma "decisão suicida", porque se colocou "à margem da Constituição" em um contexto em que estão "sem votos no país e sem aliados no exterior".
Maduro enfrenta o processo em meio a uma grave crise econômica, que prejudica sua popularidade num momento em que a oposição controla a Assembleia Nacional.
O Conselho Nacional Eleitoral determinou que entre 26 e 28 de outubro seja realizada a coleta de assinaturas de 20% do eleitorado necessárias para realizar a votação popular. Segundo comunicado do conselho, a votação "poderia ser realizada em meados do primeiro trimestre de 2017". A oposição, porém, quer realizar o voto antes de 10 de janeiro de 2017, quando Maduro completará mais da metade de seu mandato de seis anos. Depois dessa data, caso o mandato de Maduro seja revogado o restante do período será concluído pelo vice-presidente, prevê a Constituição.
Os analistas dizem que a decisão do órgão eleitoral colocou a oposição em um quadro de dúvida entre seguir adiante ou abandonar o processo. Diretor da empresa de pesquisas Datanálisis, Luis Vicente León afirmou que a oposição deverá tomar nas próximas horas sua decisão "mais complicada" em muito tempo. Segundo León, qualquer das opções é "perigosa" e pode levar a uma divisão interna capaz de sepultar as opções de a oposição chegar ao poder. O analista avalia que as possibilidades são seguir com o plano institucional ou se lançar à luta nas ruas do país. 
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