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Porto Alegre, quinta-feira, 15 de setembro de 2016. Atualizado às 00h09.

Jornal do Comércio

Internacional

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Mercosul

Notícia da edição impressa de 15/09/2016. Alterada em 14/09 às 20h01min

Venezuela critica ameaça de suspensão

Para a chanceler Delcy Rodríguez, medida é reflexo de política intolerante

Para a chanceler Delcy Rodríguez, medida é reflexo de política intolerante


MANDEL NGAN/AFP/JC
A Venezuela condenou ontem uma decisão que marginaliza o país dentro do Mercosul e pode levar à sua suspensão. "Tentar destruir o Mercosul via artifícios ilegais é um reflexo da política intolerante e do desespero dos burocratas", disse a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, em publicação no Twitter.
Na noite de terça-feira, Argentina e Paraguai informaram que os fundadores do Mercosul - grupo completado por Brasil e Uruguai - chegaram finalmente a um consenso sobre o futuro da Venezuela no bloco. A conclusão é que o governo do presidente Nicolás Maduro não cumpriu as normas exigidas pelo protocolo de adesão e terá até 1 de dezembro para fazê-lo. Segundo a nota divulgada pelo Itamaraty, assinada pelo chanceler José Serra, se Caracas não se adaptar, será suspensa. Até lá, a presidência semestral que corresponderia aos venezuelanos será colegiada.
A oposição venezuelana comemorou a decisão do Mercosul como uma derrota para o governo do presidente Nicolás Maduro. "A comunidade internacional hoje está ciente sobre a realidade da Venezuela, onde se violam os direitos humanos e não há democracia", afirmou o deputado opositor Luis Florido, presidente da Comissão de Política Externa da Assembleia Nacional venezuelana.
Florido destacou que a decisão obriga Maduro a liberar os presos políticos e permitir a realização, ainda neste ano, do referendo revogatório convocado pela oposição. Na terça-feira, o presidente admitiu contatos com opositores para dialogar sobre a crise, mas descartou a realização da consulta popular sobre seu mandato.
O Itamaraty trabalha com a certeza de que a Venezuela, mergulhada em uma crise de proporções inéditas, não terá condições de incorporar à sua legislação interna todas as regras impostas aos membros do bloco. Se essa expectativa se comprovar na prática, a marginalização de Caracas será completa.
A decisão não foi unânime: Argentina, Brasil e Paraguai votaram a favor de uma presidência colegiada, mas o Uruguai preferiu abster-se. Acontece que, no minueto diplomático, o consenso se dá também quando há uma abstenção, em vez de um voto contrário.
 
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