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Porto Alegre, segunda-feira, 03 de outubro de 2016. Atualizado às 02h03.

Jornal do Comércio

Geral

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Infraestrutura

Notícia da edição impressa de 03/10/2016. Alterada em 02/10 às 21h40min

Projetos especiais prometem aprimorar espaços urbanos na Capital

Suzy Scarton
Intervenções urbanísticas quase sempre geram mudanças impactantes no espaço da cidade e, por vezes, mobilizações populares contra ou a favor. Em muitos casos, são necessários Estudo de Viabilidade Urbanística e/ou Estudo de Impacto Ambiental. Atualmente, a Secretaria Municipal de Arquitetura e Urbanismo (Smurb) da Capital possui quatro desses projetos especiais: a implantação de parklets, de fiação subterrânea, de hortas comunitárias e de estações hidroviárias. Além disso, a Smurb quer lançar um concurso de ideias para estudantes e profissionais e revitalizar o Quarto Distrito. A intenção é que todos comecem a se tornar realidade antes da troca de governo, mas, caso isso não ocorra, o secretário José Luiz Cogo garante que os projetos serão encaminhados à nova equipe. Para esmiuçar os projetos, o Jornal do Comércio conversou com o secretário e três técnicos da Smurb.

Parklet

 Projeto Parklets Smurb
Projeto Parklets Smurb
SMURB/DIVULGAÇÃO/JC
O parklet é um espaço de convivência instalado em vias públicas. Nesses locais, pelo menos duas vagas de estacionamento recebem uma plataforma móvel, que pode ser equipada com bancos e mesas, oferecendo um local de interação. Esse projeto, que vem sendo estudado desde 2013, está em fase de implantação. Segundo o coordenador da gestão do Planejamento Urbano, Cláudio Paiva, atualmente, um projeto de minuta de decreto está sendo elaborado para que seja, depois, encaminhado ao Executivo. A intenção da pasta é instalar, até o final do ano, pelo menos 15 parklets. No edital, que deve ser publicado "o mais breve possível", serão lançados 35 lotes. "Os interessados poderão encaminhar suas propostas, não será feita licitação. Se houver duas propostas para um mesmo lote, será feito um sorteio público", explica Paiva. O orçamento para cada parklet é variável. "A pessoa deverá seguir as características do manual de implantação, mas a escolha dos materiais é variável", justifica.
 

Horta comunitária

 Horta comunitária na Lomba do Pinheiro
Horta comunitária na Lomba do Pinheiro
FRANKLIN WARSCHAWSKI/PMPA/JC
A ideia é ocupar espaços urbanos ociosos e degradados, assim como áreas de convívio social como praças e parques, para incentivar a agricultura orgânica e sustentável. Por enquanto, só existe uma horta em funcionamento, na Lomba do Pinheiro, na zona Sul de Porto Alegre. "Nos próximos meses, chamaremos a população ao Conselho de Plano Diretor e veremos essa questão", garante Cogo.

Fiação subterrânea

A fiação subterrânea ainda está longe de virar realidade na Capital. A implantação esbarra em financiamento, uma vez que a instalação é mais cara que a tradicional. Segundo Cogo, duas reuniões foram realizadas com a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), mas a conversa ainda está muito inicial. "Provavelmente, será implantado nos novos loteamentos que surgirem e em algum bairro, como projeto-piloto", arriscou. O bairro, no entanto, ainda não foi definido. A previsão é que alguma novidade na questão surja no ano que vem.

Quarto Distrito

Para estimular o crescimento tecnológico da área que engloba os bairros Floresta, Navegantes, Humaitá, Farrapos e São Geraldo, conhecida como Quarto Distrito, a Smurb deve submeter à aprovação da Câmara de Vereadores um projeto que propõe transformar o local em um "living lab". Segundo a arquiteta e coordenadora de Estudos Urbanos, Ada Schwartz, a ideia é que novas tecnologias e novos produtos sejam desenvolvidos e testados no local. "É uma região com potencialidade enorme. Depois do adensamento populacional, qualquer cidadão poderá participar. Os moradores terão acesso à infraestrutura tecnológica, todos os dados ficarão na nuvem, e eles poderão identificar quais os pontos que poderão ser trabalhados", explica. A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) foi contratada, no dia 31 de março, para desenvolver o chamado masterplan, um plano diretor específico para a região. Ainda não há data para que o projeto seja entregue aos vereadores. "Todos os problemas encontrados em Porto Alegre também ocorrem no Quarto Distrito. Então, as soluções podem ser testadas lá, e se derem certo, adaptadas ao resto da cidade", esclarece.

Transporte hidroviário

A proposta é implantar 12 estações hidroviárias ao longo dos 75 quilômetros da orla do Guaíba, em Porto Alegre. O projeto Programa Hidroviárias Municipais faz parte do Plano Hidroviário Metropolitano, elaborado em parceria com a Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan). No total, serão cinco estações na orla Sul, quatro na Central e três na Norte. Por enquanto, estão projetadas e com edital em andamento duas localizadas nas ilhas da Capital. De acordo com o coordenador do projeto, o arquiteto Marcelo Allet, uma delas ficará ao lado da Colônia Z5, e a outra, ao lado do antigo estaleiro Mabilde, na Ilha da Pintada. Os envelopes do certame serão abertos em outubro. "O Guaíba faz ligação com outros municípios, constituindo um sistema hidroviário praticamente completo. Precisamos criar condições de hidrovia para que o potencial de transporte seja aproveitado", argumenta. As estações, cuja construção varia de acordo com a profundidade da orla, serão exploradas como ponto comercial, de lazer e turismo. Além de Porto Alegre, os municípios de São Jerônimo e de Triunfo serão os primeiros a serem contemplados. "Nas cidades menores, é mais simples, pois o espaço é menor. Mas dependemos das condições de navegabilidade, também", acrescenta Allet.

Concurso de ideias

O projeto prevê a elaboração de 35 ideias para a cidade até 2050. Segundo o secretário, o público-alvo principal são estudantes de Engenharia, Arquitetura e Design. "A prefeitura está em um momento difícil, sem respaldo financeiro, mas estamos entrando em contato com empresas privadas para que a ideia saia do papel", conta Cogo.
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