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Porto Alegre, terça-feira, 27 de setembro de 2016. Atualizado às 23h08.

Jornal do Comércio

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Meio Ambiente

Notícia da edição impressa de 28/09/2016. Alterada em 27/09 às 21h55min

Causa da alteração da água não foi identificada

Desde a interdição da empresa, não foram registrados mais problemas

Desde a interdição da empresa, não foram registrados mais problemas


JONATHAN HECKLER/JC
Suzy Scarton
Embora o problema que ocasionou a alteração do gosto e do cheiro da água distribuída à população de Porto Alegre tenha sido resolvido em agosto, a substância que causou o problema não foi identificada. No começo do mês passado, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) suspendeu as atividades da empresa Cettraliq, no bairro Navegantes, responsável pelo tratamento de efluentes líquidos de atividade industrial. Desde então, as alterações na água não foram mais constatadas pelo Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), que anunciou o retorno à normalidade uma semana depois.
No total, foram realizadas mais de 260 mil análises. Ontem, o Dmae divulgou a mais recente, com o resultado de mais de 7 mil análises nas amostras de água feitas pelo Centro de Qualidade Analítica, de São Paulo. "As coletas foram realizadas depois da interdição da empresa e da segunda limpeza da casa de bombas da Trensurb. Não encontramos nada na casa de bombas, e na Cettraliq, somente no ambiente interno das lagoas da empresa. Como as atividades foram suspensas, acreditamos que os elementos não estivessem mais sendo descartados", afirma o diretor-geral do Dmae, Antônio Elisandro de Oliveira.
Uma vez que não se sabe qual foi a causa da alteração, Oliveira acredita que é importante focar o aprendizado gerado pelo episódio. Representantes do grupo de trabalho, composto pelo Ministério Público, pelas secretarias municipais de Saúde e do Meio Ambiente, pelo Dmae e pela Fepam, foram convidados a participar do Seminário Segurança da Água para Consumo Humano, no Sindicato dos Engenheiros do Rio Grande do Sul, realizado ontem. Eles expuseram como foi a participação de cada um dos envolvidos na investigação e o que será feito daqui para frente para evitar novos episódios.
O chefe da Divisão de Fiscalização Ambiental da Fepam, Vagner Hoffmann, explicou que a fundação ampliará os pontos de monitoramento no Guaíba. Desde 13 de julho, a Fepam tem feito campanhas de amostragem, cujo resultado final será compilado em um relatório. A partir dele, será feita uma reavaliação do monitoramento para identificar pontos que precisam de maior atenção. "Na verdade, a intenção não é avaliar somente a qualidade da água para o consumo, mas o aspecto ambiental do manancial", explica. Tanto a Fepam quanto o Ministério Público sugerem que a Cettraliq seja desativada de maneira permanente.
 

Dmae planeja mudar ponto de captação

Durante o seminário, o Dmae apresentou dois projetos que integram o Plano de Segurança de Água. Um deles é alterar o ponto de captação que abastece as estações Moinhos de Vento, que atende à Zona Central, e São João, que distribui água para a Zona Norte. O projeto prevê a construção de um túnel na rocha, a 40 metros abaixo do leito do Guaíba, passando por algumas das ilhas, para que o ponto, localizado na margem do Cais Navegantes, seja deslocado para a região do Saco do Ferraz, no rio Jacuí.
Atualmente, o projeto está em fase de licitação do Estudo de Impacto Ambiental, que deve ser concluído no ano que vem. A estimativa é de que a obra seja concluída em 2020 e que tenha um custo de R$ 150 milhões.
Outro projeto é o de ozonização, que será testado nas estações Tristeza, Moinhos de Vento e São João. "Todo o processo de desinfecção tem relação com oxigênio, e o ozônio é um método alternativo à cloração", explica o diretor do Dmae. A fase de testes do procedimento está projetada para 2017.
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