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Opinião

- Publicada em 14h02min, 30/09/2016. Atualizada em 15h55min, 15/10/2020.

O impacto da qualidade na prática assistencial

Jorge Lima Hetzel, Luciano Vitola e Magali Elwanger
A Medicina passou, nos últimos 100 anos, por uma grande revolução com a incorporação de novas tecnologias, porém os últimos 10 anos têm sido os mais desafiadores. A evolução da internet e a hipermodernidade, com sua rede de conexões, expõe as instituições de saúde e os médicos a uma gama incalculável de inovações.
A Medicina passou, nos últimos 100 anos, por uma grande revolução com a incorporação de novas tecnologias, porém os últimos 10 anos têm sido os mais desafiadores. A evolução da internet e a hipermodernidade, com sua rede de conexões, expõe as instituições de saúde e os médicos a uma gama incalculável de inovações.
A inovação em saúde é uma realidade que traz qualidade, segurança e melhoria no cuidado prestado, mas que merece por parte das instituições um processo meticuloso de curadoria e implantação para que gere resultados com foco no paciente.
A necessidade de identificar práticas eficazes com evidência científica e realmente úteis ao cuidado é uma obsessão no trabalho da qualidade. Na prática médica, os protocolos assistenciais são uma importante estratégia de gestão da assistência, visto que estabelecem caminhos clínicos baseados em evidências científicas, envolvendo a equipe multiprofissional nos cuidados ao paciente.
A prática assistencial em saúde deve colocar o bem-estar do paciente como centro das ações e é o caminho para a excelência e a qualificação dos serviços. As Metas Internacionais de Segurança preconizadas pela Organização Mundial da Saúde e o estabelecimento de protocolos assistenciais gerenciados representam os pilares de sustentação de uma Medicina de alta qualidade.
Enganam-se os que pensam ser esses objetivos fatores de aumento de custo da saúde. Pelo contrário, essas práticas promovem uma racionalização de custos com maior segurança aos pacientes. Os objetivos que norteiam uma assistência médica de qualidade são: melhor tratamento, melhor saúde e menores custos.
Por outro lado, as instituições têm buscado processos certificatórios e de acreditação como um caminho para garantir a qualidade. Entretanto, esse processo ultrapassa movimentos momentâneos. A qualidade deve ser uma busca contínua e perene. A Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre tem como temas do seu planejamento a modernização dos seus processos e incorporação de novas tecnologias sem perder de vista seu bem maior - a prática médica com humanismo.
O Programa de Qualidade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre busca garantir segurança ao paciente, sustentabilidade da instituição e qualidade, desenvolvendo estratégias, diretrizes e padrões assistenciais comprometidos com a ética profissional e com a legislação vigente para contemplar as necessidades dos clientes.
A Santa Casa acredita que a busca da melhoria contínua, mesmo considerando a exigência de investimento para a sua manutenção, contribui significativamente para a sustentabilidade financeira e a perenidade da instituição, pois possui métodos que buscam ganhos de eficiência e redução de desperdícios.
No centro das atenções e da visão de futuro da humanidade está a misericórdia. A Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, com seus 213 anos de atuação em saúde, com compaixão e amor, nunca se afastou desse objetivo. Para isso, faz uma releitura desse pilar secular de valor através da qualidade da assistência médica feita com propósito e significado, realizando o cuidar médico com alta tecnologia e humanismo e foco integral no paciente. Tudo isso é possível valorizando as pessoas, o conhecimento e a credibilidade perante a comunidade.
Jorge Lima Hetzel, diretor médico e de ensino e pesquisa da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre
Luciano Vitola, médico da qualidade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre
Magali Elwanger, gerente da qualidade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre
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