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Porto Alegre, segunda-feira, 03 de outubro de 2016. Atualizado às 01h53.

Jornal do Comércio

Economia

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agronegócios

Notícia da edição impressa de 03/10/2016. Alterada em 02/10 às 21h04min

Com clima favorável, plantio do arroz avança no Rio Grande do Sul

Mais de 21% da área gaúcha estimada já foi semeada, segundo o Irga

Mais de 21% da área gaúcha estimada já foi semeada, segundo o Irga


CAMILA DOMINGUES/PALÁCIO PIRATINI/JC
Luiz Eduardo Kochhann
O plantio do arroz tem avançado rapidamente no Rio Grande do Sul. Até o fim da última semana, mais de 21% da área total estava semeada, ou seja, 232 mil hectares. Na mesma época do ano passado, o índice era de apenas 13,2%, com 143 mil hectares plantados até o fim do mês de setembro. Conforme o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), as condições climáticas favoreceram o processo. A Fronteira Oeste é a região mais adiantada, atingindo 49,1% da intenção, enquanto a região Central é a única atrasada, com 2,4%.
"As dificuldades do ano passado fizeram com que o produtor não perdesse tempo neste ano. O preparo da terra foi feito com antecedência para evitar problemas", completa o diretor comercial do Irga, Tiago Sarmento Barata. Na safra 2015/2016, o excesso de chuvas, devido ao fenômeno El Niño, impediu a entrada das máquinas no campo e provocou enchentes, fazendo com que orizicultores estendessem o plantio até janeiro em algumas regiões. Com isso, a produção teve quebra de 16%. Em 2016/2017, a janela ideal de plantio segue até o dia 15 de novembro.
A área final deve se manter estável, com um leve incremento de 0,3% em relação ao ciclo passado, saindo de 1,083 milhão para 1,086 milhão de hectares, segundo dados dos Núcleos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Nate) do Irga. A manutenção da área é acompanhada por uma expectativa de recuperação dos patamares produtivos. Segundo Barata, é possível uma colheita entre 8,2 milhões e 8,5 milhões de toneladas.
O custo de produção segue como preocupação. A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), aponta alta de 7% em relação à última safra, que já havia subido 16% em relação à anterior. Os itens que mais pesam são a energia elétrica e o combustível. Ainda assim, segundo a Emater, os produtores estão otimistas com os preços. No Estado, o valor médio da saca na semana passada foi de R$ 49,27. Além disso, para a safra 2016/2017, o Ministério da Agricultura reajustou o preço mínimo da saca de 50 quilos de R$ 29,67 para R$ 34,97.
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