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Porto Alegre, segunda-feira, 03 de outubro de 2016. Atualizado às 01h53.

Jornal do Comércio

Economia

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Turismo

Notícia da edição impressa de 03/10/2016. Alterada em 02/10 às 21h07min

Agências esperam alta das vendas em 2017

Procura por resorts em destinos como Porto de Galinhas, Recife e Trancoso, no Nordeste, registra crescimento de 20% desde agosto em algumas operadoras de viagens

Procura por resorts em destinos como Porto de Galinhas, Recife e Trancoso, no Nordeste, registra crescimento de 20% desde agosto em algumas operadoras de viagens


PATRICIA KNEBEL/ESPECIAL/JC
Adriana Lampert
A expectativa é muito positiva entre agências e operadoras de viagens de todo o Brasil: crescimento de até 80% nas vendas em 2017. "O mercado está reagindo, e as comercializações do terceiro trimestre já tiveram um desempenho bem melhor do que nos dois anteriores", garante o presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens do Rio Grande do Sul (Abav-RS), João Augusto Machado.
Estudo sobre indicadores econômicos do setor em 2016 realizado recentemente pelo Instituto de Pesquisas, Estudos e Capacitação em Turismo (Ipeturis) aponta que, para 79,6% das empresas de agenciamento turístico brasileiras, o volume de vendas voltará à normalidade no período de até um ano. Segundo o presidente da entidade, Marciano Freire, a maioria (44,1%) das empresas consultadas indicou que este resultado só será possível no início do segundo semestre de 2017, enquanto 26,9% dos representantes de agências entrevistados apostam na retomada de vendas em até seis meses.
"Agosto de 2016 já mostrou que o cenário está diferente", justifica o dirigente da Abav-RS. Machado afirma que, em relação a janeiro, o oitavo mês deste ano sinalizou uma possível guinada, após quase dois anos de desestabilidade. Ele destaca que o primeiro semestre ainda foi sofrido para as empresas de agenciamento de turismo. "Janeiro é um mês fraco, por causa dos veraneios, depois tem os feriados de fevereiro - tudo isso associado à crise e moeda alta (dólar) contribuiu para baixo desempenho", admite. "Mas o segundo trimestre melhorou um pouco, com o crescimento de 15% em vendas em agosto, frente a janeiro."
Realizado por demanda do Sindicato das Empresas de Turismo no Estado de São Paulo (Sindetur-SP), o levantamento Indicadores Econômicos do Agenciamento Turístico Nacional 2016 entrevistou no mês de julho 490 empresas do setor, em 114 cidades de 26 estados mais o Distrito Federal. A amostra da pesquisa é composta por micro e pequenas empresas, que compõem quase a totalidade do setor (99,6%). "Este volume de entrevistas permite a realização de estimativas com nível de confiança de 95% e margem de erro de 5%", garante o dirigente do Ipeturis.
Nos dados referentes ao segundo trimestre de 2016, o estudo realizado pelo Ipeturis mostra que as vendas do terceiro trimestre melhoraram para 64,9% dos entrevistados, com resultados superiores ao trimestre anterior. Freire ressalta que neste período 10% das empresas consultadas comercializaram serviços turísticos tendo como motivação específica os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. "No estado de São Paulo, apenas 7,5% das agências comercializaram pacotes específicos para as Olimpíadas de 2016", contextualiza o presidente do Sindetur-SP, José Francisco de Souza Pinto. Já entre as empresas do Rio de Janeiro, 19,3% indicaram a venda de serviços turísticos específicos para as Olimpíadas.
A sócia-proprietária da agência gaúcha Pé no Mundo, Maria Callegaro, afirma que as vendas da empresa cresceram 20% desde agosto, principalmente quando se trata de destinos nacionais. "Os resorts do Nordeste - em Recife e Porto de Galinhas (PE) e Trancoso (BA), por exemplo - estão muito procurados." Segundo a agente de turismo, os consumidores já estão comprando pacotes para as férias de verão, e inclusive para julho de 2017.
 

Concorrência da internet contribuiu para a retração de vendas nos últimos três anos

Dentre alguns dos fatores que contribuíram para a baixa demanda de pacotes turísticos, que se iniciou em 2014 mas se agravou no ano passado, a concorrência da internet pesou. A avaliação é da sócia-proprietária da agência de viagens Pé no Mundo, Maria Callegaro. Segundo ela, a empresa localizada em Porto Alegre vem enfrentando alguns empecilhos.
"É uma guerra com os sites de viagens, pois o cliente já vem com pesquisa pronta e quer preço baixo, mas fica bastante difícil ofertar menores valores que o que se encontra na internet", admite Maria. "No entanto, é preciso ponderar que as agências dão atendimento personalizado e serviço diferenciado." Um dos aspectos que dificultam o trabalho das agências é que as companhias aéreas não pagam comissão. "Se torna necessário agregar a taxa de serviço", explica a empresária.
Segundo o presidente da Abav-RS, João Machado, mesmo pagando taxas, os consumidores voltaram a comprar passagens aéreas com a intermediação de agências de viagens. "Uma das companhias atuantes no País indica que 80% de suas vendas ainda ocorrem via empresas de turismo e afirma que a venda direta está em queda."
O otimismo parece ter tomado conta do setor. De quarta a sexta-feira da semana passada, 60 agentes de turismo do Rio Grande do Sul participaram da 44ª Abav Expo e do 46º Encontro Comercial Braztoa, ocorridos em São Paulo. "Na feira, o comentário geral foi de que as vendas estão voltando ao normal", frisa Machado. "Com a sinalização de que a economia irá melhorar, as pessoas estão novamente motivadas a viajar", opina. Machado destaca que durante os últimos anos, a demanda retraiu de tal forma que muitos voos foram desativados.
"Agora a tendência é que companhias áreas mantenham os voos que estão ativos e aumentem a frequência", comenta o presidente da Abav-RS. "Tudo isso aliado ao dólar mais estável tem animado toda a cadeia da indústria de viagens." Não à toa, a 44ª Abav Expo reuniu mais de 24 mil profissionais do setor, de diversos estados do País. Na feira, operadoras e agências de viagens, além de empresas aéreas, locadoras e hotéis somaram ao todo mil expositores.
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