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Porto Alegre, terça-feira, 27 de setembro de 2016. Atualizado às 23h03.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Notícia da edição impressa de 28/09/2016. Alterada em 27/09 às 21h43min

Redução da Selic depende de menor incerteza

Carlos Viana de Carvalho confia na aprovação das reformas fiscais

Carlos Viana de Carvalho confia na aprovação das reformas fiscais


BANCO CENTRAL DO BRASIL/DIVULGAÇÃO/JC
A redução da taxa básica de juros, a Selic, depende da menor incerteza sobre aprovação de ajustes nas contas públicas. O ajuste fiscal foi um dos fatores citados pelo diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Carlos Viana de Carvalho, para que se tenha maior confiança no alcance das metas de inflação e assim seja possível reduzir os juros básicos.
Carvalho disse que há sinais positivos em relação ao encaminhamento e à apreciação das reformas fiscais no Congresso Nacional. Segundo ele, um dos sinais positivos é a "natureza da proposta" de limite de gastos públicos e "o pronunciamento de alguns participantes desse processo" sobre a tramitação do ajuste fiscal no Congresso Nacional.
"O interesse do Banco Central no processo de encaminhamento dessas reformas se deve ao fato de que essa dimensão fiscal é importante para o balanço de risco e para a trajetória da inflação", afirmou Carvalho.
Ele acrescentou que, na medida em que haja evolução no âmbito fiscal, as informações serão incorporadas ao "amplo" leque de fatores que influenciam no processo de decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.
Ao apresentar ontem o Relatório de Inflação, o diretor enfatizou que nenhum fator é suficiente por si só na tomada de decisões do Copom, responsável por definir a taxa Selic.
Carvalho citou outros dois fatores que serão levados em consideração pelo comitê. Um deles é que a persistência dos efeitos do choque de aumento de preços de alimentos na inflação seja limitado. O outro fator é que a inflação cai na velocidade adequada.
De acordo com o diretor, evidências recentes indicam que a queda nos preços de alimentos no atacado tem se transmitido para o varejo. "De fato, uma parte da resistência recente à queda da inflação corrente parece ter sido causada por choques temporários nos preços de alimentos", destacou Carvalho na apresentação do relatório.
Quanto à velocidade da queda da inflação, o diretor disse que o Copom avalia a tendência de desinflação do setor de serviços e os efeitos dessa baixa sobre outros componentes do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, utilizada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic). Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
 

Porto Alegre controla finanças para manter resultado positivo

Marina Schmidt
Com retração nos repasses da União e do Estado, queda nos tributos próprios relativos às atividades econômicas e demanda cada vez maior por serviços públicos, Porto Alegre aperta o cinto. O resultado do segundo quadrimestre de 2016, apresentado nesta terça-feira, 27, pelo secretário municipal da Fazenda, Jorge Tonetto, mostra que, no período, as receitas passaram dos R$ 3,83 bilhões, alta real de 1,3% frente igual período de 2015. Na outra ponta, as despesas liquidadas sofreram uma variação muito próxima, de 1,2%, alcançando mais de R$ 3,67 bilhões. O resultado orçamentário (diferença entre os dois valores) se aproxima dos R$ 160 milhões.
Em relação às receitas e despesas não financeiras, cuja diferença representa o resultado primário, o valor alcançado foi de R$ 19,61 milhões - em quantia muito inferior ao do segundo quadrimestre de 2014 (com R$ 137,30 milhões) e de 2015 (R$ 104,64 milhões). Ainda assim, Porto Alegre opera com superávit primário e está equilibrando receitas e despesas para continuar honrando pagamentos elevados, como o da folha de pagamento, sem deixar de reservar recursos para pagamento de juros sobre a dívida.

BC prevê inflação abaixo da meta de 4,5% no ano que vem

A previsão para a inflação no ano que vem caiu e ficou abaixo da meta do governo. Segundo o relatório de inflação, a expectativa do Banco Central (BC) para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado oficialmente no sistema de metas, passou de 4,7% para 4,4%. Isso abre caminho para a autoridade monetária começar a cortar os juros básicos. No entanto, o BC alertou que há condicionantes. A principal delas é a aprovação da proposta que limita os gastos do governo que está no Congresso Nacional.
Na contramão da melhora para o ano que vem, a previsão para este ano piorou e a probabilidade de estourar o teto da meta (que é de 6,5%) aumentou. A projeção do BC saltou de 6,9% para 7,3% em 2016. No entanto, os efeitos dos juros altos - mantidos em 14,25% ao ano desde setembro do ano passado - serão sentidos daqui para frente.
Em 2018, a projeção é de IPCA em 3,8%. A divulgação da estimativa da inflação para o fim de 2018 foi uma inovação da nova diretoria do BC. Normalmente, a autoridade monetária só divulgava as expectativas para nove trimestres à frente. Desta vez, informou a projeção para os próximos 10 períodos.
Esse é o primeiro relatório de inflação do Banco Central divulgado após a troca de comando da instituição depois que a presidente Dilma Rousseff foi afastada do poder. A autarquia reformulou toda a sua comunicação para deixar mais claro o caminho que deve seguir na política de juros para controlar os preços.
O diretor de Política Econômica, Carlos Viana de Carvalho, detalhou a mudança. Disse que o BC, a partir de agora fará divulgação de todas as projeções para os períodos em que haja a definição de meta feita pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), ou seja, em junho deve ser divulgada a previsão para 2019. "O propósito é cumprir todo o ano calendário que tiver uma meta explicitada pelo Conselho Monetário Nacional", explicou o diretor.
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