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Porto Alegre, segunda-feira, 19 de setembro de 2016. Atualizado às 10h58.

Jornal do Comércio

Economia

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operação Zelotes

16/09/2016 - 14h21min. Alterada em 19/09 às 11h00min

Nova denúncia da Operação Zelotes envolve empresa Mundial S.A.

Agência Brasil
O Ministério Público Federal (MPF) apresentou ontem (15) à Justiça nova denúncia contra o ex-presidente do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) Edison Pereira Rodrigues, desta vez acusado em esquema cujos prejuízos aos cofres públicos chegam a R$ 43 milhões.
Rodrigues é acusado, com mais sete pessoas, de participar de um esquema para dar decisões favoráveis à empresa Mundial S.A., braço brasileiro da multinacional famosa pela fabricação de tesouras, em processos sobre dívida tributária julgados no Carf.
O Carf é uma espécie de tribunal administrativo da Receita Federal que funciona como última instância de recurso contra a cobrança de impostos.
Junto com Edison Rodrigues, foram acusados o ex-conselheiro do Carf José Ricardo da Silva, a ex-conselheira suplente Adriana Oliveira e Ribeiro, o advogado Anderson Cerioli Munaretto e o delegado aposentado da PF Casimiro de Andrade Emerim, bem como o diretor presidente da Mundial, Michel Lenn Ceitlin, e o diretor financeiro da companhia, Paulo Ricardo de Moraes Machado.
As acusações são pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e formação de quadrilha.  
Segundo nota do MPF, o esquema teve início em 2008, quando José Ricardo da Silva, então conselheiro titular do Carf entrou em contato com a Mundial, por intermédio do escritório de advocacia de Edison Rodrigues, para comunicar a existência de diversos processos em tramitação no órgão em desfavor da companhia.
Os procuradores Frederico Paiva e Herbert Mesquita disseram ter provas sobre a compra de pelo menos um voto de José Ricardo da Silva em favor da Mundial no Carf, em um processo de 2010 no valor de R$ 43 milhões, mas que o favorecimento pode chegar a 29 recursos apresentados pela companhia no órgão.
Edison Rodrigues e Adriana Oliveira tiveram papel chave nas negociações, por possuírem "trânsito livre no tribunal administrativo, uma vez que ela era suplente e ele já havia presidido o Carf por nove anos", diz a nota do MPF.
O delegado aposentado da PF Casimiro Emerim era quem se reunia com os executivos da Mundial, de acordo com os procuradores.
No começo da noite desta sexta, a Agência Brasil atualizou as informações após divulgação de nota pela companhia. O advogado Danilo Knijnik comentou a notícia do ajuizamento de ação penal no âmbito da Operação Zelotes em do diretor presidente da Mundial, Michael Ceitlin, e de outras seis pessoas.
No documento, Knijnik afirmou que a empresa ou seus diretores nunca contrataram quaisquer escritórios supostamente envolvidos em ilicitudes no Carf, nem efetuaram pagamento de espécie alguma a esses mesmos escritórios, outorgaram procuração ou autorização para atuarem em seu nome e nem se reuniram com representantes de quaisquer desses escritórios.
Além disso, o documento negam que trataram de processos em tramitação no órgão com os citados escritórios, "de modo que causa surpresa a ação penal noticiada, especialmente sem que antes Michael Ceitlin ao menos fosse ouvido no procedimento investigatório".
 
Em junho, Edison Rodrigues foi acusado pelo MPF, junto com sua filha Meigan Rodrigues, de participação em um outro esquema para favorecer a empresa TOV Corretora em julgamentos no Carf. Ao todo, a Operação Zelotes gerou até agora nove processos contra 54 pessoas suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção no Carf, com prejuízos aos cofres públicos que somam R$ 19 bilhões, segundo estimativa do MPF.
entrou em contato com a Mundial S.A. e, até o momento de publicação da matéria, a companhia não se manifestou sobre a denúncia. A reportagem tentou contato também com os números de telefone do escritório de advocacia de Edison Pereira Rodrigues em Brasília, mas não foi atendida. Os outros acusados não puderam ser localizados.
Em junho, Edison Rodrigues foi acusado pelo MPF, junto com sua filha Meigan Rodrigues, de participação em um outro esquema para favorecer a empresa TOV Corretora em julgamentos no Carf.
Ao todo, a Operação Zelotes gerou até agora nove processos contra 54 pessoas suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção no Carf, com prejuízos aos cofres públicos que somam R$ 19 bilhões, segundo estimativa do MPF.
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