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Porto Alegre, terça-feira, 13 de setembro de 2016. Atualizado às 08h34.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Petróleo opera em baixa, em reação a relatório da AIE que aponta demanda fraca

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa na manhã desta terça-feira (13), após a Agência Internacional de Energia (AIE) divulgar números fracos sobre o crescimento da demanda pela commodity. Além disso, a força do dólar reduz o apetite dos investidores nesse mercado.

Às 7h52min (de Brasília), o petróleo WTI para outubro caía 2,29%, a US$ 45,23 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro tinha queda de 1,95%, a US$ 47,38 o barril, na ICE, em Londres.

Em seu relatório mensal divulgado mais cedo, a AIE disse que a desaceleração no crescimento da demanda global por petróleo é maior durante o terceiro trimestre deste ano. Com isso, a demanda pela commodity deve crescer 800 mil barris no terceiro trimestre, 1,5 milhão de barris a menos que em igual período de 2015. A agência sediada em Paris acrescentou que o crescimento da demanda praticamente se interrompeu nos países desenvolvidos e desacelerou de maneira drástica em grandes consumidores asiáticos, como China e Índia.

Isso levou a AIE a cortar sua previsão para crescimento da demanda em 2016 em 100 mil barris por dia, para 1,3 milhão de barris por dia. Além disso, ela acrescentou que a projeção seria ainda menor se não fosse o prêmio de 200 mil barris por dia incluído devido à expectativa de volta de um inverno "normal" em algumas regiões, depois de temperaturas amenas no ano passado.

Na segunda-feira, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) divulgou relatório também visto com certo pessimismo pelo mercado. A Opep revisou para cima sua projeção de crescimento da oferta dos países de fora do grupo, em 180 mil barris por dia em 2017.

"Os dois relatório vão na mesma direção, mas a partir de ângulos um pouco diferentes", disse Olivier Jakob, da consultoria suíça Petromatrix. Segundo ele, para qualquer lado que se olhe os mercados devem demorar mais para se equilibrar do que o previsto por muitos no início deste ano. Jakob acrescentou que, nos níveis atuais, mesmo se a Opep e a Rússia concordarem em congelar a produção isso resultará em aumento nos estoques em 2017.

A maioria dos observadores do mercado acredita agora que os mercados de petróleo não se equilibrarão até 2018.

A força do dólar nesta manhã também pressiona os contratos. Como o petróleo é negociado na moeda dos EUA, nesse caso ele fica mais caro para os detentores de outras divisas.

Há expectativa ainda hoje pela divulgação do relatório semanal de estoques nos EUA da American Petroleum Institute (AIE), às 17h30min. O dado oficial do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) sai na quarta-feira.
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