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Porto Alegre, terça-feira, 27 de setembro de 2016. Atualizado às 00h58.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 27/09/2016. Alterada em 26/09 às 22h46min

A marca de Maia

ANDRESSA ANHOLETE/AFP/JC
Eleito em meados de julho e com uma atuação na presidência da Câmara que se restringe à cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Rodrigo Maia (DEM-RJ, foto) ainda não tem a sua marca. Mas ele aposta todas as fichas na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos do governo à inflação do ano anterior. E ele espera a votação do texto com ansiedade. A data do começo da votação já está marcada: 17 de outubro. O que falta é equilibrar o desejo do Planalto de que o texto seja aprovado sem nenhuma mudança, as prováveis milhares de emendas do "centrão", a resistência forte que a oposição já monta contra a proposta e a desconfiança da sociedade civil com o teto. Tudo isso para ser lembrado como o presidente da "reforma do Estado". Ao falar para empresários em São Paulo, Maia não deu detalhes dessa reforma, mas indicou que a PEC do Teto será o norte e o primeiro passo. No evento, Maia assinou ato criando uma comissão especial da Câmara para "analisar, estudar e formular propostas relacionadas à reforma do Estado". De acordo com ele, reformar o Estado é interesse dos brasileiros. "Vamos chegar a 14 milhões de desempregados neste ano, sabemos onde está a taxa de juros. Então, a reforma do Estado interessa mais aos brasileiros do que às corporações, que têm uma capacidade de lobby muito grande", disse.
Brancos e nulos
O brasileiro está ficando cada vez mais descrente da política, e a quantidade de pessoas querendo votar branco e nulo é um termômetro disso. De acordo com pesquisa do Ibope, o percentual de eleitores que pretendem anular o voto ou votar em branco cresceu nas grandes capitais desde 2012. A maior alta é no Rio de Janeiro. A cidade teve um índice de 10% nas eleições passadas, mas, de acordo com o instituto, a porcentagem deve chegar a 19% neste ano. O Rio é só o exemplo mais extremo. Em Porto Alegre, o percentual foi de 6% a 10%. Entre as capitais pesquisadas, apenas Salvador registrou uma diminuição, de 15% a 8%.
Interesse individual
Para a senadora gaúcha Ana Amélia (PP), os números mostram a crescente desconfiança em relação aos políticos. Mas, de acordo com ela, se abster da escolha é um caminho perigoso. "O voto nulo ou branco, mesmo que seja esse um direito do cidadão, acaba contribuindo, como diz Platão, para que aqueles que não gostam de política acabem sendo governados por quem gosta de política. E nem sempre quem gosta de política faz a coisa certa; nem sempre quem gosta de política e opera a política está trabalhando no interesse coletivo, mas sim no interesse individual", disse. A senadora destacou o caso de Salvador para ilustrar um ponto importante da política brasileira. "A política brasileira é muito feita em cima de líderes, de pessoas. É por isso que os partidos políticos têm fragilidade. Não são os partidos que conduzem, mas a crença no desempenho pessoal de um bom gestor, de um qualificado gestor, como é o caso de Salvador", afirmou. Na capital baiana, o atual prefeito, ACM Neto (DEM), lidera as pesquisas com 70% das intenções de voto.
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