Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, domingo, 25 de setembro de 2016. Atualizado às 22h33.

Jornal do Comércio

Colunas

COMENTAR | CORRIGIR
Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 26/09/2016. Alterada em 25/09 às 18h33min

Gosto amargo

Recebido com grande festa na Câmara dos Deputados, o projeto anticorrupção, que elenca as 10 medidas propostas pelo Ministério Público Federal (MPF), está deixando um gosto amargo. A votação da criminalização do caixa-2, cancelada no último momento, foi a face mais pública de que a proposta poderá ser azeda. Com o argumento de combater a prática de usar recursos não contabilizados, os deputados de vários partidos queriam manobrar para anistiar quem já foi condenado e está sendo processado pelo caixa-2. Mas, na comissão especial, já aparecem alguns monstros. Algumas medidas propostas, como restrições à concessão de habeas corpus, o teste de integridade para servidores públicos e a validação de provas ilícitas em determinadas situações, são consideradas por juízes e procuradores atentados às garantias individuais previstas na Constituição. Uma fala do representante do Movimento Mude - Chega de Corrupção, Marcos Paulo Ferreira, talvez seja um exemplo do espírito. "Temos que ter cuidado com esses argumentos de abuso de autoridade, que tem grande carga ideológica, como se tudo não passasse de uma iniciativa do Ministério Público. Quem não quer essas medidas pode se apropriar desse discurso para jogar tudo na lata de lixo", afirmou. No meio dessas importantes preocupações, há ainda a pressa. O relator, deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM), quer entregar o texto ao Senado ainda em dezembro deste ano.
Orgulho de ser golpista
Enquanto o presidente Michel Temer (PMDB), os ministros e a base dele no Congresso Nacional se irritam se forem chamados de golpistas, o deputado federal gaúcho Mauro Pereira (foto), do PMDB, se orgulha da pecha. "Se ser golpista é ter votado para retirar os petistas, eu sou golpista, porque ter tirado esses petistas do governo foi motivo de orgulho para mim", disse o parlamentar, que em quase todas as sessões sobe no plenário para cantar as maravilhas do governo Temer e falar como a era PT foi o inferno.
Senhores da Guerra
O ministro da Cultura, Marcelo Calero (PMDB), defrontou-se na quarta-feira passada com dois puxadores da vaia dada por parte da comunidade cinematográfica gaúcha no último Festival de Cinema de Gramado, em agosto passado. O ministro foi assistir, em Brasília, à sessão especial do filme de Tabajara Ruas, "Os Senhores da Guerra", e se encontrou com os atores do filme, Leonardo Machado e Sirmar Antunes. No encontro, que também contou com a presença do cineasta e produtor José Antonio Severo, a reunião foi amena e a vaia lembrada como mais um episódio do espaço de liberdade em que vive o País. O ministro disse não ter nenhum ressentimento com a classe artística do Rio Grande e não poupou elogios a Leonardo, Sirmar e aos demais destaques do filme, todos atores e atrizes gaúchos, muitos deles atuando no mercado nacional, como o protagonista Rafael Cardoso, que é um dos integrantes do elenco de novelas da Rede Globo.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia