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Porto Alegre, quinta-feira, 15 de setembro de 2016. Atualizado às 00h14.

Jornal do Comércio

Política

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eleições 2016

Notícia da edição impressa de 15/09/2016. Alterada em 15/09 às 00h17min

Candidato a vice pelo PMN em Porto Alegre, Gusmão quer turno integral nas escolas

Estudante de Psicologia Rafael Gusmão ganhou espaço no PMN

Estudante de Psicologia Rafael Gusmão ganhou espaço no PMN


JONATHAN HECKLER/JC
Carolina Hickmann
Rafael Gusmão (PMN), vice do candidato João Carlos Rodrigues (PMN) na disputa pela prefeitura de Porto Alegre, não possui experiência em cargos públicos, mas diz que traz frescor à chapa. Algumas de suas referências políticas são o ex-presidente Getulio Vargas e o ex-governador Leonel Brizola (PDT). Apesar disso, Gusmão não se considera getulista ou brizolista. "Sou um visionário, o João é mais concreto e puxa meu freio", comenta. "Ficamos no centro, nem esquerda, nem na direita."
É prática do estudante de Psicologia do Centro Universitário Metodista IPA manter referências das duas vertentes. "Às vezes, a gente se identifica com ideias de esquerda; às vezes, com as da direita. Ficamos equilibrados naquilo que é melhor para a população". Foi por isto que, em 2014, Gusmão escolheu o Partido de Mobilização Nacional (PMN) como seu partido. "Primeiro e único", ressalta o candidato.
Gusmão diz que sua escolha foi embasada em muita pesquisa, e conta que estudou diversos programas e linhas teóricas até encontrar no PMN um abrigo. "Cheguei aqui e já tive voz", expõe. Segundo o candidato, isso fez com que a sintonia entre ele e seu cabeça de chapa surgisse naturalmente. Além de os dois completarem-se politicamente, há afinidade pessoal, o que é apontado por Gusmão como diferencial em um governo.
Rafael Gusmão Alves nasceu em Porto Alegre no dia 14 de dezembro de 1982. Morador da Lomba do Pinheiro desde então, ele conta ter vivido a transição do bairro como parte da capital gaúcha. "Tínhamos um bairro forte, demos uma regredida e precisamos voltar ao que éramos", comenta o candidato, que promete olhar com carinho para a região.
Foi também na Lomba do Pinheiro que Gusmão iniciou seus estudos na Escola Municipal de Ensino Fundamental São Pedro. Nesta escola, começou o interesse do candidato pela música ao juntar-se à banda marcial do colégio. "Conheci realidades diversas da cidade em apresentações. A banda marcial foi o que não me deixou ir para um caminho ruim", conta.
Por conhecer a realidade das escolas públicas municipais, inclusive atuando em agremiações estudantis nos colégios pelos quais passou, o candidato promete especial dedicação à pauta. "Na pauta da Educação, me inspiro em Brizola", afirma. Uma das propostas de sua chapa é a escola em turno integral, bandeira do pedetista.
"Mas não tenho político como celebridade", ressalta o jovem candidato, que afirma seguir com seus afazeres cotidianos, como frequentar CTGs e tocar em sua banda, que não é mais marcial, mas gaúcha.

O que fará como vice-prefeito

O candidato a vice-prefeito do PMN, Rafael Gusmão, cujo cabeça de chapa é João Carlos Rodrigues, do mesmo partido, sentiria-se realizado caso terminasse um mandato contemplando as pautas de Educação, Assistência Social e Transporte Público de excelência no município.
"O ensino estar defasado não é culpa dos professores ou dos alunos, mas do modelo de ensino, que precisa ser atualizado", explica Gusmão. Como estudante de Psicologia e defensor de um governo técnico, o candidato defende que as estruturas de assistência social, bem como o material humano, atendam a estas questões. "Precisamos olhar para as populações mais carentes, que estão em situação de extrema vulnerabilidade."
Usuário de transporte público, o vice de Rodrigues vê como primordial a melhora do sistema em Porto Alegre. "As pessoas precisam estar em movimento, ir para o trabalho com uma tarifa acessível", opina.
Para tanto, Gusmão defende a auditoria das contas públicas como primeira medida de governo. "Temos que ver onde a torneirinha da prefeitura está vazando", afirma. "Se diz que tem crise, mas sabemos que a prefeitura move muitos recursos, e eles estão se esvaindo em algum lugar", pondera o candidato, que tentará também fazer uma gestão participativa com a população.
O desejo de ouvir a população parte da premissa de que só os cidadãos que convivem com suas demandas podem saber como melhorá-las. "O problema é que hoje eles não têm voz, e nós abriremos as portas da prefeitura", ressalta, sem deixar claro como será o procedimento.
Foi ao ouvir as ruas que Gusmão se atentou às questões da Usina do Gasômetro. "Também estou com saudades do Gasômetro", conta. Ele explica que, como as obras já foram iniciadas, seu governo precisaria dar continuidade ao projeto. "Não adianta licitar e não acompanhar a obra, precisaríamos ver se não houve sobrepreço e estar atentos ao andamento", expõe.
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