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Porto Alegre, quarta-feira, 31 de agosto de 2016. Atualizado às 17h53.

Jornal do Comércio

Política

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crise política

31/08/2016 - 13h46min. Alterada em 31/08 às 17h56min

Por 61 votos a 20, Senado aprova o impeachment de Dilma

Em segunda votação, senadores decidiram que Dilma não perderá os direitos políticos

Em segunda votação, senadores decidiram que Dilma não perderá os direitos políticos


MARCELO CAMARGO/ABR/JC
Agência Brasil
Por 61 a 20, o plenário do Senado acaba de decidir pelo impeachment de Dilma Rousseff. Não houve abstenção. A posse do presidente interino Michel Temer ocorrerá ainda hoje.
O resultado, proclamado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, foi comemorado com aplausos por aliados de Michel Temer, que cantaram o Hino Nacional. Lewandowski comandou o julgamento do processo no Senado, iniciado na última quinta-feira (25).  
Em uma segunda votação, com 42 a favor, 36 contra e três abstenções, os senadores votam pela manutenção dos direitos políticos da ex-presidente Dilma Rousseff. Com isso, ela pode ocupar cargo público. 
Fernando Collor, primeiro presidente eleito por voto direto após a ditadura militar, foi o primeiro chefe de governo brasileiro afastado do poder em um processo de impeachment, em 1992. Com Dilma Rousseff, é a segunda vez que um presidente perde o mandato no mesmo tipo de processo.
Dilma fará uma declaração à imprensa. Senadores aliados da petista estão se dirigindo ao Palácio da Alvorada para acompanhar o pronunciamento de Dilma.
A fase final de julgamento começou na última quinta-feira (25) e se arrastou até hoje com a manifestação da própria representada, além da fala de senadores, testemunhas e dos advogados das duas partes. Nesse último dia, o ministro Ricardo Lewandowski leu um relatório resumido elencando provas e os principais argumentos apresentados ao longo do processo pela acusação e defesa. Quatro senadores escolhidos por cada um dos lados - Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), pela defesa, e Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Ana Amélia (PP-RS), pela acusação - encaminharam a votação que ocorreu de forma nominal, em painel eletrônico.
O processo de impeachment começou a tramitar no início de dezembro de 2015, quando o então presidente da Câmara dos Deputados e um dos maiores adversários políticos de Dilma, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aceitou a peça apresentada pelos advogados Miguel Reale Jr., Janaína Paschoal e Hélio Bicudo.
No pedido, os três autores acusaram Dilma de ter cometido crime de responsabilidade fiscal e elencaram fatos de anos anteriores, mas o processo teve andamento apenas com as denúncias relativas a 2015. Na Câmara, a admissibilidade do processo foi aprovada em abril e enviado ao Senado, onde foi analisada por uma comissão especia, onde foi aprovado relatório do senador Antonio Anastasia (PMDB-MG) a favor do afastamento definitivo da presidenta.
Entre as acusações as quais Dilma foi julgada estavam a edição de três decretos de crédito suplementares sem a autorização do Legislativo e em desacordo com a meta fiscal que vigorava na época, e as operações que ficaram conhecidas como pedaladas fiscais, que tratavam-se de atrasos no repasse de recursos do Tesouro aos bancos públicos responsáveis pelo pagamento de benefícios sociais, como o Plano Safra.
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