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Porto Alegre, terça-feira, 02 de agosto de 2016. Atualizado às 19h13.

Jornal do Comércio

Política

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Crise Política

02/08/2016 - 19h15min. Alterada em 02/08 às 19h15min

Renan diz que vai se reunir com Lewandowski para tentar antecipar impeachment

Renan Calheiros negou que tenha sido pressionado pelo presidente interino

Renan Calheiros negou que tenha sido pressionado pelo presidente interino


Jonas Pereira/Agência Senado/JC
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta terça-feira (2), que o julgamento do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff em plenário deverá começar no dia 25 ou 26 de agosto. Após almoçar com o presidente em exercício, Michel Temer, ele negou que tenha sido pressionado para antecipar o calendário do processo contra Dilma, mas destacou que fará "tudo" o que tiver ao alcance dele para concluir a votação do caso ainda este mês.
O Palácio do Planalto defende que o processo seja julgado antes da reunião do G-20 na China, prevista para ocorrer no início de setembro, para que Temer viaje para China já como presidente efetivo. Por isso, Temer e outros ministros deflagraram uma operação no Senado a fim de encurtar o calendário.
Renan disse que vai se reunir com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, na quinta-feira, e com os líderes partidários para definir um encaminhamento da votação. Esse encontro, segundo ele, foi proposto pelo presidente do STF. Lewandowski distribuiu uma nota no final de semana marcando o início do julgamento para o dia 29 o que poderia atrapalhar os planos do governo interino.
Confrontado com a data sugerida por Lewandowski, o presidente do Senado preferiu atribuir a data do dia 29 a auxiliares do presidente do STF. "A obsessão por informar levam os técnicos a fazerem calendários e calendários alternativos, isso acaba dificultando para a gente", contemporizou, ao considerar que o novo calendário prioriza sim o direito de defesa.
Renan negou que tenha sido pressionado por Temer, mas defendeu que a votação possa ocorrer antes do início da reunião do G-20. "O presidente Temer não falou e não falaria. É evidente que ir para a reunião do G-20 com essa indefinição é ruim para o Brasil para as instituições", disse.
Ao contrário do que havia defendido em outros momentos do processo, o presidente do Senado afirmou que, se for necessário, haverá sessões de julgamento no final de semana.
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