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Porto Alegre, segunda-feira, 29 de agosto de 2016. Atualizado às 23h50.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 30/08/2016. Alterada em 29/08 às 21h42min

Homicídios: a triste lição nordestina

Bene Barbosa
De acordo com o Mapa da Violência 2016, das 150 cidades com maior taxa de homicídios por uso de armas de fogo no Brasil, 107 estão no Nordeste. Uma triste realidade que traz, ou deveria trazer, à tona duas verdades incontestes: o desarmamento fracassou e desenvolvimento econômico não significa menos crimes. Desde os anos 2000, a região nordestina é destaque nas tais campanhas de desarmamento com adesão notável dos cidadãos honestos que, de boa-fé, entregaram armas e munições ao governo.
De acordo com dados da Polícia Federal, o Nordeste é a região com o menor número de armas legais vendidas e registradas. Também há um grande número de armas apreendidas pelas forças policias, muitas vezes de pequenos comerciantes que, sem outra opção, as possuíam de forma ilegal para sua proteção. O desarmamento foi um sucesso ao desarmar o cidadão, mas como vemos pelos números de guerra civil, não passou nem perto de impedir que criminosos continuassem se armando. O desarmamento foi um fracasso. Outro paradigma quebrado é a velha questão apresentada de que o desenvolvimento econômico e a melhor distribuição de renda são fatores primordiais para redução da criminalidade. Ora, se fosse verdade, com a expansão de polos econômicos, melhor distribuição de renda e do crescimento do poder aquisitivo nos últimos anos, a região nordestina, mais uma vez destaque também nesse quesito, teria uma obrigatória redução em suas taxas criminais. Muito pelo contrário! Derrotada a tese de esquerda que o crime é fruto da desigualdade social, uma tese preconceituosa que acusa os mais pobres de serem os responsáveis pelos crimes. Como bem define o psiquiatra e escritor britânico Theodore Dalrymple, a raiz da criminalidade não está na pobreza material, e sim na miséria moral, na certeza da impunidade e no discurso de que o bandido, aquele que puxa o gatilho ou empurra a faca, não é responsável única e exclusivamente pelos seus atos.
Presidente do Movimento Viva Brasil
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