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Porto Alegre, domingo, 28 de agosto de 2016. Atualizado às 22h20.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 29/08/2016. Alterada em 28/08 às 19h16min

Os gaúchos cansaram da insegurança e do medo

Raiva, medo, protestos, demissão do secretário estadual de Segurança, Wantuir Jacini, e um gabinete de crise, coordenado pelo vice-governador José Paulo Cairoli (PSD), para enfrentar a criminalidade em Porto Alegre e Região Metropolitana.
Reuniões apressadas, viagem do governador José Ivo Sartori (PMDB) a Brasília e o deslocamento ao Rio Grande do Sul de 200 integrantes da Força Nacional de Segurança Pública. Com o efetivo enviado ao Estado, a Brigada Militar poderá retirar os policiais militares que fazem a guarda externa dos presídios.
Os latrocínios estão crescendo, e a ação dos fora da lei não respeita nada nem ninguém em qualquer horário e local da Capital. Se antes certas áreas eram consideradas de risco, agora isso acabou, bem como horários perigosos: mata-se uma mãe que esperava um filho de 10 anos na saída do colégio, e os assassinos narram o ato de maneira impassível, como se esse não fosse um ato brutal.
Mata-se uma mulher indefesa em ato cruel, desumano, frio e calculado, porque ela "demorou" a tirar o cinto de segurança para entregar o seu automóvel. Então - e tardiamente - que venha a Força Nacional de Segurança para auxiliar a Brigada Militar em um combate que tem de se dar durante as 24 horas do dia.
A presença ostensiva e permanente do policiamento fardado nas ruas e avenidas da Capital e do Interior não acabará totalmente com a criminalidade; porém, é certo, que será um fator de inibição e de combate à desenfreada onda de latrocínios que assola Porto Alegre e o Rio Grande do Sul.
Da mesma forma, um presídio federal, de alta segurança, seria uma grande ajuda, quando a superlotação faz com que presos sejam mantidos em delegacias. O Congresso Nacional também precisa dar sua contribuição na reforma da branda e geralmente confusa legislação penal, que acaba devolvendo às ruas criminosos que deveriam estar no cumprimento de penas.
A insegurança no Estado, com a morte de pessoas indefesas, já que hoje as armas são privilégio das forças de segurança e de bandidos, estes geralmente mais bem equipados, é uma tragédia que precisa ser estancada. A sociedade não suporta mais chorar a morte de seus integrantes sem que haja uma resposta efetiva das forças de segurança.
Evidentemente, casos de homicídios, latrocínios, furtos e roubos de automóveis e drogadição não começaram nos últimos anos. É fácil de constatar, no entanto, que, nos últimos tempos, a situação entrou em estado de descontrole. Os índices e a violência têm batido recordes ano após ano.
Ainda que a Brigada Militar e a Polícia Civil façam o máximo possível, o medo e a insegurança pairam sobre os gaúchos. O triste é quando se ouve que "ainda bem que foi perdido apenas o patrimônio, o melhor é continuar vivo". Claro que é, e disso ninguém duvida.
No entanto, o conselho repetitivo do "não reaja", enviado a todos gaúchos, acaba fornecendo aos criminosos a certeza de que poderão agir sem nenhuma resistência. Claro que, em caso de roubo à mão armada, o correto é não reagir.
Mas precisamos todos ter a garantia de que as forças policiais reagirão por nós, cidadãos indefesos. E é bom que essa seja uma mensagem não só difundida aos quatro ventos, mas, e principalmente, praticada na rotina diária. O fato é que os gaúchos não aceitam mais sofrer violências e constatar a quase impossibilidade de reação das autoridades policiais.
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