Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 24 de agosto de 2016. Atualizado às 23h50.

Jornal do Comércio

Opinião

CORRIGIR

Artigo

Notícia da edição impressa de 25/08/2016. Alterada em 24/08 às 21h24min

O democrata senador Duque de Caxias

Lasier Martins
Senador Duque de Caxias, eleito no Rio Grande do Sul com quase 100 por cento dos votos em 1846, apoiado por farroupilhas e imperiais, um ano depois do fim da Guerra dos Farrapos. Esta é uma figura muito diferente do herói oficial que se apresenta no dia de hoje. Desde 1962, quando foi designado como Patrono do Exército, sua imagem ficou plasmada como militar inflexível com a disciplina, organizador de exércitos e vencedor de batalhas. Dos anos 1970 em diante, procuraram colar no Duque a imagem do inspirador do golpe militar de 1964. É usurpar uma imagem. Nada mais inexato: durante toda sua vida Caxias foi um esteio da legalidade constitucional, constituindo-se barreira contra aventuras golpistas. Efetivamente se fosse golpista teria muitas oportunidades para exercer essa vocação nefasta: foi três vezes presidente de províncias (governador), duas no Rio Grande do Sul (1845 e 1851), e outra no Maranhão. Três vezes primeiro-ministro (1856, 1861 e 1875). Não bastasse, foi seis vezes ministro da Guerra, sem dúvida a posição ideal para golpes militares. Entretanto, sempre defendeu de estado de direito constitucional. Caxias seria a figura que dominou o cenário no século XIX. Parlamentar por mais de 40 anos, foi deputado pelo Maranhão, antes de ser eleito senador no Rio Grande. No parlamento pertenceu à bancada do Partido Conservador, oposição ao Partido Liberal de seu pai, também senador, Francisco de Lima e Silva, integrante da Regência Trina, na minoridade do imperador. Graduou-se oficial pela Real Academia de Artilharia, fortificação e Desenho, foi instrutor de esgrima e mestre de armas do menino imperador D. Pedro II. Sempre que chamado de volta ao Exército, comandou tropas e venceu todas as batalhas que travou. Porém, em vida recebeu o título de "Pacificador". Parece um paradoxo. Disse o historiador Wanderley Pinho, especialista na vida parlamentar do duque: "Caxias - senador foi o mesmo do que em tudo o mais que exerceu como homem público: Digno e alto como homem. Patriota útil na palavra e na pugna e caráter íntegro". Neste Dia do Soldado, relembremos sua vida parlamentar.
Senador (PDT)
CORRIGIR
Seja o primeiro a comentar esta notícia