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Porto Alegre, terça-feira, 23 de agosto de 2016. Atualizado às 22h35.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 24/08/2016. Alterada em 23/08 às 20h56min

WhatsApp: necessidade e repressão

Pedro De Marchi Calazans
O aplicativo de troca de mensagens WhatsApp é um dos mais baixados e mais utilizados em todo o mundo. No Brasil não é diferente: são mais de 100 milhões de pessoas que se comunicam, conversam em grupos, contam piadas, enviam fotos, textos, vídeos, compram, vendem, debatem ideias, namoram... Atualmente, para metade da população brasileira, é inconcebível ficar um dia ou apenas algumas horas sem utilizar essa ferramenta, que revolucionou os meios de comunicação. No dia 19 de junho, tivemos a quarta intervenção judicial bloqueando o funcionamento do WhatsApp no Brasil - isso mesmo, a quarta vez (!), o que é uma verdadeira afronta à liberdade de comunicação e interação entre as pessoas.
Durante o tempo em que o WhatsApp é bloqueado, perdem-se negócios, perde-se credibilidade, perde-se segurança jurídica, perde-se confiança no Brasil. Hoje, 50% dos jovens empreendedores utilizam esse aplicativo como ferramenta de trabalho; são milhares de empresas que dependem dessa tecnologia para seus negócios. Indo na contramão da liberdade e dos avanços tecnológicos disruptivos, o Brasil, por meio de leis esdrúxulas e de decisões tendenciosas de juízes de primeiro grau, acaba por se comparar a países como Síria, Bangladesh, Irã e China, que também tiveram casos semelhantes.
Como o mercado se autorregula, com o bloqueio ocorrido, milhares de pessoas migraram para utilização de outra tecnologia de troca de mensagens, o Telegram, que funciona de forma similar à do WhatsApp. Caso o Poder Judiciário, por acaso, consiga quebrar os códigos de segurança e criptografia de um aplicativo, automaticamente aqueles que o utilizam para comunicar algo tido como ilícito irão buscar outra tecnologia para se comunicar. Então haverá bloqueios a esses novos meios de comunicação? O Brasil precisa de mais liberdade e menos intervenção. Não é esse o meio pelo qual se conseguirá reduzir a violência.
Empresário
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