Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 09 de agosto de 2016. Atualizado às 00h11.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

Editorial

Notícia da edição impressa de 09/08/2016. Alterada em 08/08 às 21h19min

O processo de impeachment e o futuro do Brasil

O Senado Federal inicia hoje a votação do relatório sobre o pedido de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), outra etapa de uma tramitação processual estabelecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
É a penúltima fase no processo do impedimento, que seguiu o devido processo legal, sob a supervisão do Supremo. Na Comissão Especial do Impeachment no Senado, o relatório considerando crime de responsabilidade fiscal alguns procedimentos da presidente já foi aprovado.
As opiniões, de uma maneira geral, convergem para a tendência de que o texto será aprovado também no plenário do Senado e Dilma afastada definitivamente do cargo, o que daria fim à interinidade de Michel Temer (PMDB) na presidência da República - o peemedebista passaria a ser, de fato, o titular do Planalto.
Mesmo que se dê algum desconto pelo fato de que há novas acusações da Operação Lava Jato, agora com a delação de Marcelo Odebrecht presumivelmente envolvendo Temer e os ministros José Serra (PSDB), das Relações Exteriores, e Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil, analistas políticos confirmam que o processo de impeachment deverá ser finalizado em agosto, afastando Dilma.
O impedimento de uma presidente é o remédio democrático mais forte, uma extrema-unção política aplicada antes aqui e em outros países.
O crime de responsabilidade por parte da autoridade máxima brasileira é o argumento básico, o resto é acessório e muita emoção, mesmo que válida, pois o povo está sofrendo os efeitos do descalabro governamental.
Enquanto isso, o que a população quer são resultados no combate ao desemprego. E para que ele seja estancado, temos que retomar a atividade econômica na indústria, no comércio e nos serviços, ela que está retrocedendo há muitos meses.
A atual presidente, confirmado o impedimento, sairá do cargo para entrar para a História como a primeira mandatária do País, fato inegável.
Entretanto, também é verdade que Dilma Rousseff - caso se concretize o impeachment - sairá do cargo, pressionada por erros administrativos como as "pedaladas fiscais", caracterizados como crimes na Constituição.
Ela negou antes que os tivesse praticado, continua negando e, certamente, passará o resto da vida negando, malgrado os depoimentos de juristas e a aprovação da medida pelo Congresso Nacional.
O desemprego de 11 milhões de brasileiros e as dificuldades fiscais em Brasília, nos estados e nas prefeituras em boa parte do País foram levados em conta na decisão dos parlamentares. Os apoiadores da presidente não se conformam e questionarão o processo até o seu fim, repetindo que não houve crime.
Contudo, pesquisas mostram razoável apoio popular pela aprovação do impedimento de Dilma. Juridicamente, isso não tem nada a ver com o processo. Porém, que pesa no julgamento dos parlamentares, isso é verdade.
Muitos se perguntam se o impeachment será a solução para os nossos problemas socioeconômicos que têm se agudizado de um ano para cá. A expectativa é de que haja uma certa estabilidade e que a economia retome seu fôlego, pouco a pouco. O futuro da política nacional é que dirá o real efeito desta medida para o País.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia