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Porto Alegre, terça-feira, 09 de agosto de 2016. Atualizado às 00h11.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 09/08/2016. Alterada em 08/08 às 19h42min

Desmonte dos serviços públicos

Sérgio Arnoud
A Fessergs vem denunciando a implementação de uma estratégia que visa o desmonte dos serviços públicos com a consequente privatização deles. Isto se desenrola desde o início do governo José Ivo Sartori (PMDB), com os atrasos de salários dos servidores e com a falta de investimentos nos serviços públicos. O discurso é o de apontar para dificuldades financeiras insuperáveis que se repetem mês a mês.
Enquanto isso, no plano nacional, o Congresso discute o PLP 257, apresentado ainda no governo Dilma Rousseff (PT) e assumido pelo presidente interino Michael Temer (PMDB). Este projeto que readequa as dívidas dos estados, engloba uma gama de restrições aos estados que afetam diretamente os servidores públicos e os serviços públicos. Dentre estas questões está a limitação dos gastos com a folha de pagamentos dos servidores, que passam a incluir inclusive os terceirizados. Além disso, impõe o congelamento dos salários dos servidores para adequação dos gastos com pessoal e, se isso não for alcançado, a possibilidade de redução dos salários e até a demissão. O objetivo final é a deterioração dos serviços públicos e o consequente repasse dos mesmos à iniciativa privada.
Voltando ao nosso Estado, vemos que a sociedade gaúcha está cansada de desculpas. A insegurança, o caos na educação, na saúde, nos serviços públicos em geral é indisfarçável. O governo do Estado, ao mirar nos servidores, atingiu toda a sociedade gaúcha, fato que já se reflete na própria base de apoio do governador.
A Fessergs continua firme na luta contra os atrasos e parcelamentos de salários e no plano nacional, atua junto com a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil e a Nova Central Sindical dos Trabalhadores contra o PLP 257, que é totalmente contrário aos servidores e aos serviços públicos.
Presidente da Fessergs
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