Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 31 de julho de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

artigo

Edição impressa de 08/08/2016. Alterada em 08/08 às 01h13min

O Baile dos Magrinhos

Marcelo Nitschke
O Baile dos Magrinhos, em 1973, alterou a concepção de baile em Porto Alegre. A criação do Baile foi uma consequência do sucesso da Rádio Continental, a Super Quente, primeira rádio gaúcha com a programação voltada exclusivamente aos jovens, juntamente com o dublê de locutor e animador Antônio Carlos Contursi, "o Cascalho", autodenominado "Guru da Magrinhagem". Destinado à faixa etária dos 14 aos 19 anos, com preço barato e igual tanto para meninos e meninas, o Baile dos Magrinhos era democrático, todos podiam frequentá-lo. Teve suas três primeiras edições na Sociedade Amigos da Vila Assunção (Sava Clube). Sempre aos domingos, começava às 19h e terminava à meia-noite.
Era uma Porto Alegre diferente. Para aquela juventude, as drogas eram irrelevantes, quase não se consumiam bebidas alcoólicas, as brigas não passavam de um ou outro empurrão. Era diversão pura. O Baile dos Magrinhos inovou, tocando música eletrônica, que lotava todas as dependências do clube.
A dita "magrinhagem" vibrava e dançava ao som dos discos dos DJs. A música brasileira se fazia pouco presente, com exceção a títulos como "Meu amigo Charlie Brown", de Benito de Paula; e "Como vou deixar você", de Paulo Diniz. A vibração aumentava ao som de Rock the Boat (Hues Corporation), Your Song (Billy Paul), autores do Soul Music; e do Country Rock de B.W. Stevenson, Neil Young, e Bobby Dylan, dentre outros. Era um outro mundo. Centenas de amizades duradouras, paixões irrefreáveis, amores impossíveis, namoros firmes e efêmeros aconteceram naquelas noites. Algo meio impensável hoje em dia. Quase não há registros fotográficos ou sonoros desse movimento, mas a geração que está entre os 55 e 60 anos de idade lembra e guarda em algum cantinho de suas mais queridas lembranças trechos de músicas como "Baby, Save Me" e quem sabe de "Very Dangerous". Eu mesmo, ao lembrar, custo a crer que tenha havido um tempo assim.
Repórter fotográfico e escritor
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Francisco Cabreira 31/07/2018 08h37min
As músicas completamente revolucionárias para a época, pelo menos aqui em Porto Alegre, até hoje fazem parte da trilha sonora da minha vida, belas lembranças, maravilhosas lembranças.nQuem não lembra dos "Meninos de Deus", uma turma que panfleteava no centro da cidade pregando o evangelho com suas revistas tipo "cordel", e muitas músicas, uma delas que tocava no Baile dos Magrinhos "É só acreditar" (https://www.youtube.com/watch?v=FLWWu2UQVoc&t=66s). Quando esta música tocava, era um "limpa banc