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Porto Alegre, sexta-feira, 05 de agosto de 2016. Atualizado às 00h02.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 05/08/2016. Alterada em 04/08 às 21h33min

A dúvida precede o caos

Gilkiane Cargnelutti
Nada é mais nocivo para a saúde que a dúvida. A incerteza nos faz projetar situações que jamais imaginaríamos se estivéssemos seguros. O ambiente de instabilidade dificulta a compreensão dos fatos e retarda a tomada de decisão. Não investimos porque não temos segurança no amanhã e, assim, o crescimento não alcança novos patamares. Novas oportunidades podem surgir das vicissitudes, mas dificilmente prosperam em um cenário que permanece oscilante. A ordem precisa ser restabelecida, caso contrário, veremos o reflexo desse desarranjo nas escolas, nas empresas e nos lares. Além de termos iniciativas, precisamos descobrir a satisfação de entregarmos mais do que esperam de nós e os benefícios que a renúncia temporária pode trazer.
Nos falta cultura empreendedora, aquela que exige horas de trabalho, dedicação e que nem sempre traz reconhecimento. Não somos preparados para atravessarmos momentos de escassez com expertise e, quando confrontados, vulgarmente nos acomodamos e esperamos que as coisas se resolvam por encantamento. Com raras exceções, somos o resultado das nossas escolhas. Quando priorizamos projetos que aproximam os indivíduos, valorizando suas características, criamos um ambiente propício ao entendimento e, consequentemente, ao desenvolvimento. O exercício da confiança é determinante nas carreiras bem-sucedidas. Seja na política, na economia, nos negócios ou na família, a dúvida precede o caos. Sábios são aqueles que estão se reinventando em meio à crise. Que estão lançando sementes que, além de gerarem riquezas, vão frutificar tempo de qualidade, bons relacionamentos e, principalmente, esperança. Embora a fragilidade de dias cinzentos possa encobrir nossa visão, atitudes altruístas podem ser um bom indicativo de caminho para construirmos um futuro indubitável.
Jornalista
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