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Porto Alegre, segunda-feira, 01 de agosto de 2016. Atualizado às 22h36.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 02/08/2016. Alterada em 01/08 às 21h43min

Realidade virtual na educação superior

Roberto Paes
Há até bem pouco tempo, realidade virtual (RV) era aposta para um futuro ainda distante. Porém, em um contexto de ebulição tecnológica e antecipação de demandas, o ciclo longo se transformou em curto e, em alguns aspectos, passou a ser linha de produção. Vale uma ressalva: diversas outras "realidades" transitam dentro do amplo conceito, como realidade aumentada e misturada. O que permite delimitar o tema deste texto é, no entanto, o nível de engajamento e de sensação de presencialidade que tal tecnologia proporciona. Nesse sentido, estamos falando de aplicações multimídia imersivas, com auxílio de um dispositivo (uma espécie de "óculos"), que replicam um ambiente no qual é simulada a presença física do usuário, como se ele estivesse efetivamente inserido naquele cenário.
Se pensarmos nas possibilidades educacionais, estamos diante de uma nova fronteira no que se refere à aplicação de conhecimentos teóricos. Afinal, qual seria a possibilidade de um aluno de Engenharia ou de Física realizar uma visita guiada por um reator nuclear de verdade? Podendo interagir com controles, manipular objetos, simular operações, buscar falhas ou perigos na estrutura. Ou de um aluno de biologia estar imerso em um bioma, movimentando-se por ele, observando, recebendo informações quando diante de uma espécie, coletando dados, controlando variáveis climáticas? É verdade que é possível termos simuladores sofisticados para computadores. Entretanto, a RV é fortemente impulsionada pela tridimensionalidade que a imersão possibilita e a experiência é multifacetada em termos de linguagem e de interação. Tudo isso ao alcance de um smartphone.
Diretor de suporte ao ensino da Estácio
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