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Porto Alegre, terça-feira, 23 de agosto de 2016. Atualizado às 22h47.

Jornal do Comércio

Internacional

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Venezuela

Notícia da edição impressa de 24/08/2016. Alterada em 23/08 às 21h14min

Maduro ordena saída de servidores

Líder opositor Jesús Torrealba acusou o governo de tentativa de extorsão

Líder opositor Jesús Torrealba acusou o governo de tentativa de extorsão


FEDERICO PARRA/AFP/JC
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, exigiu que ministros retirem dos cargos diretores e funcionários que apoiam o referendo revogatório de seu mandato, defendido pela oposição. O dirigente governista e prefeito de Caracas, Jorge Rodríguez, disse ontem que Maduro determinou que os ministros de Alimentação, Empresas Básicas, Finanças, Casa Civil e do Trabalho estabeleçam que "não pode haver em cargos de direção pessoas que estejam contra a revolução e o presidente".
De acordo com Rodríguez, há um prazo de 48 horas para que as pessoas que tenham cargo de confiança, mas eventualmente sejam contra o presidente "tenham outro destino laboral". O dirigente assegurou que foram entregues os nomes dos dirigentes e funcionários em cargos de confiança que participaram na coleta de assinaturas realizada pela oposição em abril para ativar a primeira fase do processo do referendo revogatório.
O secretário-executivo da aliança opositora, Jesús Torrealba, pediu que a Procuradoria-Geral e a Defensoria do Povo investiguem as afirmações de Rodríguez. Segundo Torrealba, caso se confirme a iniciativa, o governo estaria "violando o direito constitucional de se expressar politicamente". Para o oposicionista, a ameaça é uma "chantagem e extorsão".
Em 2003, os governistas criaram uma lista de funcionários públicos que apoiaram um referendo revogatório contra o então presidente Hugo Chávez, e esses nomes foram demitidos. Na ocasião, a lista foi criticada no país e denunciada por organismos internacionais.
O Conselho Nacional Eleitoral aprovou, neste mês, a validação de mais de 1% das assinaturas pelo referendo, mas fixou prazo para coleta de assinaturas de 20% dos eleitores e para a convocação da consulta, o que pode colocar em risco a realização ainda neste ano.
Maduro enfrenta esse processo em meio a uma complexa crise econômica, dominada pela inflação de três dígitos ao ano e graves problemas de escassez, que golpearam a popularidade do governo e geraram um crescente descontentamento, que se manifesta em protestos nas ruas e em saques em lojas.
 
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